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Pastora Helena Raquel combate impunidade religiosa diante de casos de abuso e violência doméstica

Por Redação Arcoverde Agora
Pastora Helena Raquel combate impunidade religiosa diante de casos de abuso e violência doméstica

A pastora Helena Raquel, líder da Assembleia de Deus Vida na Palavra (ADPIV) no Rio de Janeiro, protagonizou um momento de grande impacto no cenário religioso brasileiro. Durante o 41º Congresso Internacional de Missões dos Gideões Missionários da Última Hora, realizado em Camboriú (SC), ela teceu críticas severas à postura de lideranças que, sob o manto da omissão, negligenciam o combate à violência doméstica, ao abuso sexual e à pedofilia no ambiente eclesiástico.

Em entrevista ao programa Estúdio i, da GloboNews, a líder religiosa refutou a distorção teológica que sugere uma suposta imunidade punitiva a pastores ou líderes devido à sua "unção". Para ela, a confusão entre o cargo ocupado e o caráter moral do indivíduo é uma barreira que impede a justiça. "O pedófilo não é ungido, é criminoso. Havia uma distorção de que alguém precisa continuar sendo reverenciado como um ungido, sendo um abusador, continuar sendo honrado como ungido, sendo um destruidor de vidas de crianças", declarou enfaticamente.

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O impacto do discurso foi imediato, ultrapassando a marca de 11 milhões de visualizações nas redes sociais. A mensagem, voltada principalmente a mulheres cristãs em relacionamentos abusivos, rompe com o silêncio e o estigma frequentemente impostos pela interpretação equivocada de submissão. Helena Raquel é categórica ao afirmar que a submissão bíblica nunca deve ser confundida com a aceitação de abusos por parte de parceiros violentos. Ela defende que a igreja deve ser um refúgio de proteção, e não um espaço que perpetua a dominação através de uma teologia distorcida.

A pastora defende, ainda, que o enfrentamento desses crimes exige o afastamento imediato dos agressores de cargos de liderança, combatendo o corporativismo que muitas vezes silencia as vítimas. Segundo Helena, a orientação é clara: a prioridade deve ser a integridade da vítima. "Pare de orar por ele hoje e comece a orar por você. Você precisa ter coragem para sair, denunciar e buscar um lugar seguro", pontuou a pastora, reforçando a necessidade de ações práticas diante de situações de risco extremo. A fala da pastora ressoa como um chamado de responsabilidade para toda a comunidade cristã, exigindo uma postura ética e humanitária frente a temas que, historicamente, foram tratados com reserva ou negligência dentro das instituições religiosas.

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