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Parlamento Europeu aprova restrições ao uso do termo 'carne' em produtos vegetais

Por Redação Arcoverde Agora
Parlamento Europeu aprova restrições ao uso do termo 'carne' em produtos vegetais

Em uma decisão que marca um ponto de inflexão no mercado de substitutos alimentares, o Parlamento Europeu aprovou, na última terça-feira (16), uma legislação rigorosa que proíbe o uso da terminologia "carne vegetal" para produtos fabricados à base de plantas. A medida, que ainda aguarda a ratificação definitiva por parte dos Estados-membros do bloco, surge como uma resposta direta à pressão do setor pecuário, que alega que a nomenclatura atual pode confundir os consumidores quanto à composição nutricional e à origem dos itens que chegam às mesas europeias.

Apesar da restrição severa ao uso da palavra "carne", o acordo estabelecido entre os eurodeputados e os Estados-membros garante a continuidade de termos como "hambúrguer vegetariano" e "salsicha vegetal". A nova norma estabelece uma definição técnica precisa para o produto de origem animal, classificando-o exclusivamente como "partes comestíveis de animais". Consequentemente, o uso do termo é vedado tanto para produtos processados a partir de fontes vegetais quanto para inovações como a carne cultivada em laboratório, produzida a partir de células animais.

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Celine Imart, deputada e produtora de cereais, celebrou a decisão como uma vitória fundamental para a transparência e a proteção dos produtores tradicionais. Por outro lado, a medida enfrenta forte resistência de grupos de defesa do consumidor, ambientalistas e varejistas alemães, que consideram a lei um retrocesso diante da crescente demanda por dietas sustentáveis. O debate ganha contornos culturais, tendo até mesmo figuras públicas como o músico Paul McCartney manifestado apoio à manutenção das nomenclaturas atuais, visando evitar obstáculos ao consumo de alternativas de baixo impacto ambiental.

Dados da organização de consumidores BEUC indicam que o consumo dessas alternativas quintuplicou desde 2011 na União Europeia, motivado por crescentes preocupações com o bem-estar animal, saúde pessoal e o impacto climático da pecuária intensiva. A nova regra vigorará até o final do próximo ano, período no qual as negociações sobre a organização comum do mercado agrícola europeu continuarão, mantendo o tema como um dos principais pontos de discussão na agenda econômica e ambiental do continente nos próximos anos.

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