O Ministério Público da Venezuela anunciou nesta segunda-feira (9) que solicitou a prisão do opositor Juan Pablo Guanipa, alegando que ele teria violado os termos de sua libertação poucas horas depois de sair da prisão. O órgão pediu aos tribunais que adotem o regime de prisão domiciliar, condicionando as medidas cautelares ao “estrito cumprimento das obrigações impostas”.
Mais cedo, a líder da oposição venezuelana e ganhadora do Nobel da Paz, María Corina Machado, afirmou que Guanipa foi sequestrado no bairro Los Chorros, em Caracas, por homens fortemente armados e vestidos à paisana, que chegaram em quatro veículos e o levaram à força. Ela exigiu sua imediata libertação.
O filho de Guanipa, Ramón, disse em um vídeo nas redes sociais que o episódio ocorreu pouco antes da meia-noite e foi descrito como uma emboscada com cerca de dez homens fortemente armados e não identificados. Ele afirmou: “Meu pai foi novamente sequestrado”.
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No domingo (8), a família havia confirmado que Guanipa havia sido libertado após passar mais de oito meses preso em Caracas, detido desde maio de 2025 sob acusações de liderar um suposto complô terrorista — alegação que ele e seus aliados rejeitaram, dizendo que se tratava de perseguição política.
As libertações de figuras da oposição, incluindo Guanipa, ocorreram em meio à pressão internacional por soltura de presos políticos, incluindo representantes do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos.
A situação intensificou críticas de que o governo venezuelano tem usado medidas legais para controlar e restringir a oposição, ao mesmo tempo em que afirma estar cumprindo com normas judiciais e cautelares. Organizações internacionais e grupos de direitos humanos têm acompanhado o caso. — Agência Brasil / Reuters / Al Jazeera






