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Operações da Polícia Civil desarticulam quadrilha especializada em fraudar concursos do TJPE e TCE-PE

Por Redação Arcoverde Agora
Operações da Polícia Civil desarticulam quadrilha especializada em fraudar concursos do TJPE e TCE-PE

A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou, nesta quarta-feira (25), uma megaoperação de repressão qualificada visando desarticular uma organização criminosa especializada em fraudar concursos públicos de órgãos de grande relevância no Estado, incluindo o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE). Ao todo, foram cumpridos 37 mandados de busca e apreensão em Pernambuco e no Rio Grande do Norte, resultando na prisão de nove suspeitos, entre eles agentes das forças de segurança pública, como policiais militares e guarda municipal.

As investigações, conduzidas pela Delegacia de Combate à Corrupção (Deccor) e pelo Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), revelaram que o esquema operava de forma estruturada há pelo menos uma década. O grupo criminoso oferecia um leque de serviços ilícitos para garantir a aprovação dos candidatos, que incluía desde o uso de pontos eletrônicos e celulares adaptados para burlar detectores de metais até a contratação de "clones" — pessoas que realizavam a prova no lugar do real interessado. Os valores cobrados pela fraude eram exorbitantes, podendo atingir a cifra de R$ 70 mil por candidato.

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A Operação Kýma focou especificamente nas irregularidades detectadas no concurso para técnico judiciário do TJPE, realizado em setembro de 2025, certame que já havia sido alvo de anulação após constatação de fraude pela Polícia Federal. Já a Operação Crivo concentrou-se nas atividades ilícitas identificadas no concurso do TCE-PE. De acordo com o delegado Júlio Cesar Pinheiro, o grupo apresentava uma hierarquia rigorosa, sendo liderado por indivíduos com histórico criminal, inclusive por roubo qualificado, o que demonstra a periculosidade e a sofisticação logística dos envolvidos.

O modelo de cobrança era dividido em duas etapas: um sinal inicial entre R$ 3 mil e R$ 5 mil para cobrir custos operacionais e compra de equipamentos tecnológicos, seguido de um pagamento final vultoso após a posse do candidato no cargo público. As autoridades destacam que as investigações continuam, uma vez que há evidências de que a quadrilha possa ter atuado em outros concursos e estados, comprometendo a lisura de certames passados. O material apreendido durante a operação, composto por mídias digitais e documentos, será fundamental para aprofundar a apuração e identificar possíveis novos envolvidos nesta rede de corrupção.

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