A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou a Operação The Closet, uma ação estratégica que resultou no desmantelamento de uma quadrilha especializada em roubos a residências de alto padrão. A investigação, presidida pelo delegado Gilmar Rodrigues, titular da 26ª Circunscrição de Rio Doce, revelou um esquema sofisticado que envolveu a colaboração direta de uma funcionária doméstica, cujo descuido linguístico foi o ponto de partida para a elucidação do crime ocorrido em 4 de agosto de 2025. O bando focou no furto de uma valiosa coleção de 120 relógios de luxo, além de diversas joias, totalizando um prejuízo vultoso para a vítima.
Conforme as autoridades, o mentor intelectual do assalto coordenava a ação de dentro do sistema prisional, mantendo contato direto com a diarista que prestava serviços na residência. A funcionária forneceu informações privilegiadas sobre a localização dos itens de valor. A falha crucial da criminosa ocorreu durante o roubo: por meio de uma chamada de vídeo realizada pelos executores no local, ela direcionou os comparsas ao "quarto secreto", termo que utilizava para se referir ao closet, uma vez que não dominava o vocabulário adequado. A expressão, nunca utilizada pelos moradores, levantou suspeitas imediatas das vítimas que estavam sob cárcere privado.
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A operação mobilizou efetivos em cinco municípios pernambucanos, incluindo Recife, Itamaracá, Igarassu, Abreu e Lima e Bezerros, resultando no cumprimento de quatro mandados de prisão e cinco de busca e apreensão. Imagens de câmeras de segurança foram fundamentais para registrar a abordagem violenta, onde a vítima, que passeava com seu animal de estimação, foi rendida e forçada a entrar em um veículo sob a mira de armas de fogo. O grupo criminoso demonstrava ter pleno conhecimento da rotina e das propriedades do empresário.
Além da prisão dos envolvidos, a Polícia Civil recuperou grande parte dos bens subtraídos, incluindo diversos acessórios de ouro e prata. O delegado Gilmar Rodrigues ressaltou que a diarista, que recentemente havia passado a atuar também como cuidadora da mãe de outra empresária, apresentava comportamentos suspeitos, como visitas não autorizadas e fora do expediente. As investigações agora seguem para verificar se a mesma dinâmica de crimes foi aplicada por ela em outros locais de trabalho, ampliando o escopo da apuração policial sobre a atuação desta organização criminosa em todo o estado.






