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Operação Take Over: Polícia Federal investiga fraudes milionárias na previdência de Paulista

Por Redação Arcoverde Agora
Operação Take Over: Polícia Federal investiga fraudes milionárias na previdência de Paulista

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (10), a Operação Take Over, com o objetivo de desarticular um esquema de irregularidades na gestão do Instituto de Previdência do município de Paulista, na Região Metropolitana do Recife. A investigação aponta para a aplicação indevida de mais de R$ 3 milhões em ativos de alto risco, especificamente junto ao Banco Master, instituição que teve sua liquidação decretada em novembro de 2025. O montante, que deveria estar resguardado para garantir o futuro dos servidores municipais, foi direcionado a títulos de renda fixa sem a observância das normas de governança exigidas pelo setor público.

Conforme as apurações preliminares da corporação, o esquema envolvia o esvaziamento das competências técnicas do comitê de investimentos municipal. Segundo a PF, as decisões que levaram à aplicação desses recursos ocorreram em total desacordo com os procedimentos legais de fiscalização e proteção ao patrimônio previdenciário. Ao ignorar as diretrizes de governança, os responsáveis teriam comprometido gravemente a liquidez e a segurança financeira dos fundos destinados à aposentadoria de milhares de assegurados.

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Ao todo, a Operação Take Over cumpre dez mandados de busca e apreensão. As diligências estão concentradas em endereços estratégicos distribuídos entre o Recife, a cidade de Paulista e o Rio de Janeiro. A Justiça Federal, que expediu as ordens judiciais, busca agora recolher documentos, dispositivos eletrônicos e outros elementos de prova que possam detalhar a dinâmica do desvio e identificar todos os responsáveis pela operacionalização das aplicações financeiras suspeitas. Até o momento, a Polícia Federal não detalhou quais locais específicos foram alvo, se residenciais ou corporativos.

Dados obtidos junto ao Ministério da Previdência Social revelam a dimensão do impacto social desta investigação: o fundo previdenciário de Paulista atende atualmente 5.335 pessoas, entre servidores ativos e beneficiários que dependem diretamente da saúde financeira dessa reserva para a manutenção de seus proventos. A PF ressalta que as investigações seguem em sigilo para não prejudicar as próximas etapas do inquérito, e novos desdobramentos poderão ocorrer conforme o material apreendido for periciado. A prefeitura de Paulista ainda não emitiu nota oficial sobre o teor das buscas realizadas em suas dependências ou nos órgãos vinculados à sua administração.

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