Em uma ação contundente contra crimes contra a ordem tributária e lavagem de capitais, a Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (15) a denominada "Operação Sem Refino". O alvo principal da ofensiva é o Grupo Refit, conglomerado do setor de combustíveis que controla a tradicional Refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro. Além da estrutura empresarial, a investigação aponta possíveis conexões com o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, elevando a complexidade do caso que já vinha sendo acompanhado por órgãos de fiscalização federal.
As autoridades investigam um esquema robusto de ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de divisas para o exterior. Segundo informações da Polícia Federal, o grupo utilizaria uma rede complexa de sociedades para mascarar as operações financeiras e evitar o recolhimento de tributos federais e estaduais. Vale ressaltar que o Grupo Refit, liderado pelo empresário Ricardo Magro, figura historicamente como um dos maiores devedores de ICMS do país, enfrentando passivos milionários junto aos fiscos de São Paulo e do Rio de Janeiro.
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O empresário Ricardo Magro, figura central na investigação, é conhecido por sua trajetória marcada por controvérsias jurídicas e embates com órgãos de controle, como a Agência Nacional do Petróleo (ANP). Em episódios recentes, a refinaria foi alvo de interdições judiciais sob suspeita de não realizar o refino efetivo de petróleo, mas sim atuar na revenda de combustíveis importados prontos. Magro nega sistematicamente as irregularidades, alegando ser alvo de perseguição por parte de grandes players do mercado e até mesmo de facções criminosas.
O histórico de Magro inclui passagens pela Operação Recomeço, que apurou o desvio de recursos de fundos de pensão, e citações em inquéritos que investigam a influência do PCC no setor de combustíveis. Apesar da gravidade das denúncias, a marca Refit manteve visibilidade com contratos de patrocínio de grande escala. As investigações da Polícia Federal continuam em curso, com o objetivo de mapear a extensão total do prejuízo aos cofres públicos e desmantelar a estrutura societária suspeita de servir ao crime organizado, reafirmando o compromisso das autoridades no combate a crimes complexos que afetam a economia nacional.






