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Operação retira mais de 100 adolescentes de atividades de risco em fábricas de Franca

Por Redação Arcoverde Agora
Operação retira mais de 100 adolescentes de atividades de risco em fábricas de Franca

Uma força-tarefa conduzida pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) resultou no afastamento de 104 adolescentes, com idades entre 14 e 17 anos, de atividades laborais consideradas de alto risco em diversas fábricas situadas em Franca, no interior de São Paulo. A operação, realizada entre os dias 18 e 22 de maio pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), revelou um cenário preocupante de irregularidades que colocavam a saúde e a integridade física dos jovens em xeque dentro dos setores calçadista, têxtil e frigorífico.

O levantamento detalhado apontou que, apenas na indústria de calçados, 92 adolescentes foram retirados de postos de trabalho proibidos, abrangendo 50 empresas distintas da região. Adicionalmente, outros 12 jovens foram afastados de funções inadequadas em estabelecimentos dos ramos têxtil e frigorífico, além de açougues locais. Ao todo, a fiscalização passou por 66 estabelecimentos, encontrando indícios de desrespeito às normas trabalhistas vigentes em cerca de 88% das empresas visitadas pelos auditores-fiscais.

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Durante as vistorias, as autoridades constataram que aproximadamente 60 adolescentes operavam máquinas motorizadas e em pleno movimento, prática estritamente vedada pela legislação para menores de 18 anos devido ao alto risco de acidentes graves. Além disso, foi identificada a exposição direta a solventes químicos e adesivos nocivos, ambientes com níveis de ruído acima do tolerado, bem como a exigência de carregamento manual de pesos superiores aos permitidos, o que gera graves riscos ergonômicos e sobrecarga muscular para organismos ainda em fase de desenvolvimento.

Diante da gravidade das infrações, o Ministério do Trabalho iniciou os procedimentos para a autuação administrativa das empresas envolvidas. Além das sanções pecuniárias, os auditores determinaram a regularização imediata das funções, exigindo a mudança de posto ou o desligamento da atividade proibida para assegurar que os direitos trabalhistas e a proteção integral à criança e ao adolescente sejam preservados. O governo reforça que a fiscalização continuará sendo rigorosa para coibir abusos que comprometam o futuro e a saúde dos jovens trabalhadores brasileiros.

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