Em uma ofensiva estratégica voltada ao combate da criminalidade organizada, a Polícia Militar de Pernambuco realizou, na última quinta-feira (19), a denominada "Operação Ponto Cego". A ação resultou na apreensão de 22 câmeras de videomonitoramento instaladas de forma clandestina em seis bairros localizados na Zona Sul do Recife. Os dispositivos eram utilizados por criminosos para fiscalizar, em tempo real, o fluxo de viaturas e a entrada de agentes de segurança nas comunidades, funcionando como uma ferramenta de contra-inteligência para facilitar a prática de delitos e a fuga de infratores.
A operação, executada pelo 19º Batalhão da Polícia Militar (BPM), contou com o apoio técnico da concessionária Neoenergia para a identificação e desativação segura de ligações elétricas irregulares, as quais alimentavam os equipamentos. Os dispositivos foram encontrados em pontos estratégicos, como postes, áreas de difícil acesso e locais camuflados, sendo que alguns aparelhos possuíam tecnologia de alta resolução e capacidade de super zoom, otimizando o controle do território pelos grupos marginais. O material recolhido, que inclui três modens de internet, foi encaminhado para a Delegacia do Jordão, onde as investigações prosseguem para identificar os responsáveis pela rede de monitoramento.
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Segundo informações do comandante do 19º BPM, o tenente-coronel Davidson Michel, o trabalho de inteligência foi estruturado em três etapas: mapeamento minucioso dos pontos de vigilância, a desinstalação dos equipamentos e a ocupação tática do efetivo nas localidades afetadas. Bairros como Cohab, Ibura, Alto da Bela Vista, Alto da Jaqueira, Jordão Alto e Jordão Baixo foram os principais alvos da investida. A presença policial ostensiva no mesmo dia da operação culminou ainda na apreensão de entorpecentes e na prisão em flagrante de três indivíduos por tráfico de drogas e associação criminosa.
A autoridade policial reforçou que a "Operação Ponto Cego" é apenas o início de um planejamento mais amplo, com planos de expansão para outras regiões da capital pernambucana, visando desmantelar completamente a infraestrutura tecnológica utilizada pela criminalidade. As investigações agora focam em apurar se o esquema de monitoramento pertence a uma única facção ou se há cooperação entre diferentes grupos criminosos para a manutenção da rede de vigilância clandestina na área metropolitana do Recife, mantendo o compromisso da instituição com a segurança e a ordem pública.






