Uma operação conjunta das polícias civis do Distrito Federal e de Pernambuco foi realizada na manhã desta quarta-feira (4) para desarticular um grupo suspeito de praticar extorsões por telefone a partir do sistema prisional. As investigações apontam que os crimes eram coordenados por detentos da Penitenciária de Igarassu, na Região Metropolitana do Recife.
Segundo a polícia, os suspeitos realizavam ligações durante a madrugada, fingindo ser integrantes de facções criminosas. Nas chamadas, ameaçavam as vítimas e exigiam transferências de dinheiro sob a alegação de que a pessoa teria denunciado a atuação do grupo na região.
Durante a operação, foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e dez mandados de busca e apreensão nas cidades de Recife, Jaboatão dos Guararapes e Igarassu, em Pernambuco. Também foi determinada restrição de visitas na unidade prisional onde estariam os detentos investigados.
De acordo com as investigações, o grupo fez cerca de 40 vítimas em diferentes estados do país. O caso começou a ser apurado em dezembro do ano passado após a denúncia de um morador de Taguatinga, no Distrito Federal, que relatou estar sendo extorquido por telefone. A vítima chegou a transferir R$ 700 para os criminosos.
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Como funcionava o golpe
Segundo a polícia, os suspeitos entravam em contato com as vítimas afirmando serem lideranças de facções criminosas. Eles diziam ter recebido denúncias de que a pessoa teria informado autoridades sobre atividades do grupo.
Para aumentar a pressão, os criminosos afirmavam que integrantes da facção estariam na porta da casa da vítima prontos para executar a pessoa caso o pagamento não fosse feito. Com isso, exigiam depósitos ou transferências bancárias.
As investigações identificaram 11 integrantes do grupo, incluindo familiares dos detentos e um adolescente, que auxiliavam na habilitação de linhas telefônicas e no recebimento dos valores obtidos nas extorsões.
Os investigados devem responder pelos crimes de extorsão, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Nota do governo de Pernambuco
Em nota, a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização de Pernambuco (Seap) informou que a operação teve início após investigação da Polícia Civil do Distrito Federal, que identificou detentos da Penitenciária de Igarassu entre os suspeitos.
A ação contou com apoio da Polícia Penal de Pernambuco e da Polícia Civil de Pernambuco, que realizaram buscas e apreensões dentro da unidade prisional.
A secretaria destacou ainda que mantém ações permanentes de fiscalização e revistas periódicas nas unidades prisionais do estado, com o objetivo de impedir a entrada de materiais ilícitos ou irregulares nos presídios.






