A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou, na última quarta-feira (27), a Operação denominada "Kura", com o objetivo central de desarticular grupos e indivíduos envolvidos em graves crimes sexuais contra crianças e adolescentes. A ofensiva policial resultou no cumprimento de quatro mandados de prisão preventiva contra homens suspeitos de cometerem delitos de estupro de vulnerável, além de produção e armazenamento de material de pornografia infantil. As ações foram concentradas na Região Metropolitana do Recife, abrangendo a capital pernambucana e o município do Cabo de Santo Agostinho.
Segundo as autoridades policiais, a investigação, iniciada em 2025, concentrou esforços na análise de cinco inquéritos distintos que somam seis vítimas, com idades compreendidas entre 10 e 13 anos. A delegada Stephanie Almeida, responsável pela condução dos trabalhos, esclareceu que os casos, embora investigados sob a mesma operação, possuem naturezas distintas e não apresentam conexão direta entre si. Em três dos inquéritos, a acusação é de estupro de vulnerável, enquanto os outros dois referem-se à exploração digital e compartilhamento de conteúdo abusivo.
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Um dos pontos de maior alerta levantado pelos investigadores é a constatação de que, na maioria dos casos de abuso, os agressores eram pessoas próximas ao círculo de convívio das vítimas, aproveitando-se da confiança depositada pelos menores ou por seus familiares. Em situações envolvendo a internet, a polícia destacou o uso de perfis falsos em redes sociais, onde criminosos manipulavam as vítimas para que produzissem e enviassem imagens de conteúdo íntimo. Esse modus operandi reforça a necessidade urgente de vigilância redobrada por parte dos pais e responsáveis em relação ao ambiente digital.
Além das prisões, a Justiça expediu mandados de busca e apreensão fundamentados pela 2ª Vara dos Crimes contra Criança e Adolescente da Capital e pela Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher do Cabo de Santo Agostinho. A identidade dos suspeitos foi preservada pelas autoridades, em estrito cumprimento ao que estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A Polícia Civil reitera que as investigações seguem em curso para identificar possíveis novos desdobramentos e garantir que todos os envolvidos respondam judicialmente pelos abusos cometidos contra a integridade física e psicológica das crianças e adolescentes pernambucanas.






