Na manhã desta quinta-feira (21), a Polícia Federal deu início a uma ofensiva estratégica denominada Operação Juro Zero, com o objetivo de desmantelar uma rede criminosa envolvida em tráfico de pessoas e exploração de trabalho análogo à escravidão. A ação concentrou-se nas cidades de Pinheiral e Resende, situadas no estado do Rio de Janeiro, onde foram cumpridos mandados de busca e apreensão expedidos pela 3ª Vara Federal de São João de Meriti.
As investigações tiveram início após o recebimento de denúncias detalhadas por parte de cidadãos colombianos. Segundo os relatos, as vítimas eram aliciadas em seu país de origem sob a falsa promessa de empregos formais e oportunidades no setor de turismo no Brasil. O grupo criminoso, conforme apontam as autoridades, financiava integralmente as passagens aéreas e a logística de transporte dos estrangeiros, criando desde o princípio uma dívida de difícil quitação, prática comum em esquemas de submissão.
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Ao chegarem ao território brasileiro, os imigrantes eram submetidos a condições degradantes, incompatíveis com a dignidade humana. Além da exploração laboral, a Polícia Federal identificou um esquema paralelo de agiotagem liderado pelos mesmos suspeitos. Há fortes indícios de que os colombianos aliciados fossem coagidos a realizar cobranças de dívidas para a organização, utilizando-se de violência física e grave ameaça contra terceiros para assegurar o funcionamento da rede criminosa.
A operação, que está sob coordenação da Delegacia da Polícia Federal de Volta Redonda, foca agora na análise do material apreendido durante as buscas. O objetivo principal das autoridades é coletar provas robustas que permitam a identificação plena de todos os envolvidos, bem como a individualização das condutas criminosas de cada integrante do grupo. Até o momento, as identidades dos suspeitos permanecem sob sigilo para não comprometer o prosseguimento das apurações. Nenhuma prisão foi efetuada durante a deflagração inicial desta quinta-feira, mas o cerco policial contra essa forma de criminalidade transnacional continua ativo.






