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Operação da Compesa e Polícia Civil combate furto de água que prejudicava 32 mil pessoas no Agreste

Por Redação Arcoverde Agora
Operação da Compesa e Polícia Civil combate furto de água que prejudicava 32 mil pessoas no Agreste

Em uma ação estratégica de combate a irregularidades no sistema de abastecimento, a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), em parceria com a Polícia Civil de Pernambuco, deflagrou uma operação de grande impacto no município de Caruaru, no Agreste do estado. A força-tarefa, realizada na última terça-feira (10), teve como foco principal a erradicação de ligações clandestinas ao longo da Adutora de Inversão de Jucazinho, uma estrutura vital para a segurança hídrica de diversas cidades sertanejas e do agreste.

A operação, que chega à sua terceira fase na região, foi motivada por um levantamento técnico minucioso que detectou discrepâncias críticas entre o volume de água produzido e a quantidade efetivamente entregue aos municípios atendidos. De acordo com dados oficiais da companhia, o furto de água na adutora alcançava a marca de 56 litros por segundo. Em termos práticos, esse volume represado ou desviado ilegalmente somava 4,8 milhões de litros por dia, uma quantidade que seria suficiente para suprir as necessidades básicas de aproximadamente 32 mil pessoas diariamente.

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Durante a diligência, as autoridades cumpriram mandados de busca e apreensão em diversas propriedades e estruturas que operavam captações irregulares. Os desvios serviam para abastecer açudes particulares, atividades rurais e residências, em total desrespeito ao direito coletivo de acesso à água potável. A Adutora de Jucazinho desempenha um papel fundamental, servindo como alternativa emergencial e estratégica para garantir a distribuição em Caruaru, Riacho das Almas, Passira e Cumaru, municípios que dependem diretamente dessa vazão para manter o cronograma de abastecimento local.

A Compesa reforçou que o furto de água não apenas constitui crime, conforme tipificado pelo Código Penal Brasileiro, mas também coloca em risco a estabilidade do sistema de distribuição em um período sensível de escassez hídrica. A prática criminosa compromete a pressão da rede e prejudica diretamente milhares de famílias que pagam suas tarifas em dia e dependem do serviço público. A empresa informou que as investigações seguem em curso para identificar outros responsáveis, e novas operações não estão descartadas para garantir a integridade da infraestrutura hídrica de Pernambuco.

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