A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou, nesta quinta-feira (2), a Operação Cerco Estratégico, uma ação contundente voltada ao desmantelamento de uma facção criminosa que operava na região da Ilha do Bananal, situada no bairro da Iputinga, Zona Oeste do Recife. A operação, que serve como um desdobramento direto da Operação Iara, resultou na prisão de duas mulheres suspeitas de atuar no núcleo financeiro e operacional do grupo, que impunha um verdadeiro regime de terror na localidade, inclusive coagindo moradores a contratar serviços de internet ligados à própria facção.
Segundo as autoridades, o grupo investigado buscava estabelecer um chamado "Estado paralelo" na área, utilizando a ilha como um centro logístico e estratégico para suas atividades ilícitas há pelo menos um ano. O delegado Ney Luiz, responsável pelas investigações na 1ª Delegacia de Polícia de Repressão ao Narcotráfico, destacou que a ofensiva policial visa desarticular o braço financeiro da organização, rastreando o destino dos valores arrecadados através do tráfico de drogas e da extorsão contra a comunidade local.
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Durante a execução da operação, além das prisões, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão. Um dos líderes da quadrilha, já detido desde a primeira fase da investigação em maio, continua sob custódia no Centro de Observação e Triagem Criminológica (Cotel), em Abreu e Lima. A atuação criminosa na região incluía o armazenamento de um vasto arsenal e grandes quantidades de entorpecentes em um local de difícil acesso e mata densa. Na fase anterior, foram apreendidas armas de grosso calibre, como fuzis e submetralhadoras, além de granadas artesanais e trajes de camuflagem, configurando o espaço como um verdadeiro "quartel-general" do crime.
A Polícia Civil reforça que as investigações seguem em ritmo acelerado para identificar outros envolvidos e bloquear fluxos de capital ilícito. As duas mulheres detidas nesta quinta-feira foram encaminhadas à Colônia Penal Feminina do Recife, onde permanecem à disposição da Justiça. O trabalho das forças de segurança tem sido fundamental para o restabelecimento da ordem pública na Iputinga e para impedir que a estrutura do crime organizado continue a vitimar os residentes da região, garantindo que o poder estatal retome o controle pleno sobre as áreas anteriormente ocupadas por grupos armados.






