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O Império das Sombras: Como a Gaesa controla a economia de Cuba enquanto o país enfrenta o colapso

Por Redação Arcoverde Agora
O Império das Sombras: Como a Gaesa controla a economia de Cuba enquanto o país enfrenta o colapso

Enquanto a população cubana enfrenta uma crise sem precedentes, marcada por apagões severos, escassez crônica de alimentos e medicamentos, e uma inflação galopante, uma entidade obscura opera nas entranhas do regime mantendo o controle de bilhões de dólares. Trata-se do Grupo de Administración Empresarial S. A. (Gaesa), um conglomerado empresarial vinculado às Forças Armadas Revolucionárias (FAR) que, na prática, funciona como uma economia paralela, desconectada das necessidades sociais da ilha e isenta de qualquer auditoria estatal. Sem website, sem transparência em balanços e operando à margem do orçamento oficial, a Gaesa tornou-se o maior e mais rentável império financeiro de Cuba.

Especialistas apontam que a holding domina setores estratégicos que captam divisas estrangeiras, incluindo o turismo, a gestão de portos, telecomunicações, remessas financeiras e o comércio exterior. Documentos vazados recentemente sugeriram que, em 2024, a organização detinha ativos bilionários, superando as reservas internacionais de diversas nações da América Latina. Esse poder financeiro, contudo, não reverte em melhorias para a infraestrutura do país; pelo contrário, enquanto os hotéis de luxo administrados pela Gaesa em Havana exibem fachadas modernas, as ruas da capital e a rede elétrica nacional definham, evidenciando um contraste brutal entre o enriquecimento de uma elite seleta e a pobreza extrema da população.

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A estrutura de comando da Gaesa é cercada de mistério e hermetismo. Analistas indicam que o conglomerado, consolidado sob o comando do falecido general Luis Alberto Rodríguez López-Calleja, ex-genro de Raúl Castro, permanece sob o domínio do círculo mais íntimo da família Castro. O funcionamento do grupo, que se utiliza de uma complexa rede de empresas de fachada em paraísos fiscais, visa blindar o capital de possíveis sanções e do escrutínio público. Segundo economistas, a empresa aproveita-se de uma distorção cambial brutal: ao faturar em dólares através do turismo e prestar serviços em pesos cubanos, a holding maximiza seus lucros com margens que raramente seriam alcançadas em empresas convencionais de mercado.

A influência da Gaesa na economia cubana é tão vasta que, estima-se, suas operações representem cerca de 40% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Essa concentração de recursos em atividades não produtivas para a população geral, como a construção desmedida de hotéis em um cenário de queda no número de turistas, é apontada como um dos principais fatores de desestabilização da economia nacional. Para especialistas, a existência da Gaesa é um entrave fundamental para qualquer tentativa de modernização da ilha, pois retira do Estado a capacidade de reinvestir em áreas vitais, como a agricultura e a modernização do sistema elétrico, mantendo o país preso em um ciclo contínuo de colapso econômico e dependência do aparelho militar.

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