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Novo chefe da Polícia Civil anuncia reforço na segurança de armas apreendidas em Pernambuco

Por Redação Arcoverde Agora
Novo chefe da Polícia Civil anuncia reforço na segurança de armas apreendidas em Pernambuco

O novo chefe da Polícia Civil de Pernambuco, Felipe Monteiro, anunciou que novas medidas estão sendo implementadas para reforçar a segurança no armazenamento de armas de fogo e munições apreendidas no estado. A decisão ocorre após o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) realizar uma inspeção no Complexo de Operações da Polícia Civil, em Ouro Preto, Olinda, onde foram identificadas falhas graves na custódia desses materiais.

A situação veio à tona após denúncias feitas por policiais, reveladas pela coluna Segurança, indicando que milhares de armas e munições estavam guardadas em contêineres fechados apenas com cadeados, sem vigilância permanente e localizados em uma área de mata. A responsabilidade pela guarda é do Comando de Operações Especiais (Core), sediado no mesmo complexo.

Monteiro afirmou que já está em andamento um conjunto de providências para corrigir os problemas.
“O diretor do Core entrou em contato conosco e está tomando as providências para que façamos esse acondicionamento da melhor forma possível. Existe uma portaria que regulamenta como deve ser feito esse armazenamento”, destacou o delegado-geral.

Ele também ressaltou que a Polícia Civil acaba acumulando a função de armazenar armas mesmo após o envio dos inquéritos ao Judiciário, o que deveria ser responsabilidade compartilhada.


“Estamos buscando, com todos os órgãos de segurança, a melhor maneira de acondicionar essas armas em um local que realmente ofereça condições adequadas”, afirmou.

Entre janeiro e setembro deste ano, mais de 4,5 mil armas foram apreendidas pelas polícias Civil e Militar. As possíveis falhas na custódia estão sendo investigadas pelo Centro de Apoio Operacional (CAO) de Defesa Social e Controle Externo da Atividade Policial do MPPE.

Monteiro lembrou ainda que houve reforço na segurança após a descoberta de que 1.100 armas foram furtadas, em 2021, da antiga sede do Core, no bairro de São José, área central do Recife. O caso revelou o envolvimento de policiais civis e a venda de armamentos para organizações criminosas.

“Se ainda não está no nível ideal, vamos fazer o possível para atender às exigências e chegar ao padrão que consideramos adequado”, completou.

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Em 2022, um vídeo divulgado por um policial civil do Core mostrou que as armas apreendidas estavam sendo guardadas em um contêiner improvisado e com prateleiras prestes a desabar. O policial alertava para o risco de acidentes e para a falta de manutenção das estruturas. Na época, a Polícia Civil alegou que o problema ocorreu durante o transporte e já havia sido solucionado — o que, segundo relatos recentes, não se confirmou totalmente.

Policiais ouvidos de forma reservada também apontaram a demora do Judiciário em determinar a destruição das armas apreendidas. Segundo eles, há armamentos guardados há mais de dez anos, aguardando decisão judicial.

O furto que permanece sem punição

O desvio de armas em 2021 foi descoberto por um comissário responsável pela manutenção dos equipamentos ao retornar de férias. A investigação descobriu que não havia sinais de arrombamento e que o local não possuía câmeras internas. Interceptações telefônicas mostraram que armas eram vendidas para facções por valores entre R$ 6,3 mil e R$ 6,5 mil, enquanto submetralhadoras chegavam a R$ 22 mil.

Vinte pessoas foram denunciadas, incluindo cinco policiais civis, todos presos na época. Em novembro de 2022, eles receberam liberdade provisória. Um dos servidores faleceu menos de um mês após ser detido.

Os acusados respondem por organização criminosa, comércio ilegal de armas, peculato, lavagem de dinheiro e corrupção. Até hoje, a Corregedoria da SDS não concluiu o processo administrativo, e a Justiça ainda não publicou sentença.

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