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Nova tarifa global de 15% dos EUA mantém sobretaxa sobre produtos brasileiros

Por Redação Arcoverde Agora
Nova tarifa global de 15% dos EUA mantém sobretaxa sobre produtos brasileiros

A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de derrubar o chamado tarifaço do presidente Donald Trump mudou o cenário das exportações brasileiras para os EUA. No entanto, o anúncio de uma nova tarifa global de 15% cria um novo adicional temporário sobre produtos importados pelo país.

Na prática, a Corte invalidou as tarifas aplicadas com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), o que derrubou tanto a taxa “recíproca” de 10% quanto a sobretaxa de 40% imposta a diversos itens brasileiros em 2025.

Com isso, segundo especialistas em comércio exterior, os produtos brasileiros passam a pagar a tarifa regular de cada item, acrescida do novo adicional temporário global de 15%, válido por até 150 dias, conforme previsto na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974.

Aço e alumínio seguem com taxa elevada

As exportações de aço e alumínio continuam sujeitas à tarifa de 50%, aplicada com base na Seção 232 — instrumento que não foi afetado pela decisão da Suprema Corte. Esse percentual agora se soma aos 15% adicionais, mantendo o custo elevado desses produtos no mercado americano.

Brasil entre os mais beneficiados

De acordo com levantamento da Global Trade Alert, o Brasil é o país com maior redução na tarifa média total após a reconfiguração das medidas, com queda de 13,6 pontos percentuais.

Outros países também registraram redução, como:

  • China: -7,1 pontos

  • Índia: -5,6 pontos

  • Canadá: -3,3 pontos

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Por outro lado, aliados tradicionais dos EUA passam a enfrentar aumento relativo de encargos com a nova tarifa global, como:

  • Reino Unido: +2,1 pontos

  • União Europeia: +0,8 ponto

  • Japão: +0,4 ponto

Governo brasileiro vê manutenção da competitividade

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que a aplicação uniforme da tarifa de 15% não gera perda de competitividade para o Brasil, já que a medida vale para todos os parceiros comerciais.

Segundo ele, setores como combustível, carne, café, celulose, suco de laranja e aeronaves ficaram sem a sobretaxa anterior de 40%, o que melhora o ambiente para exportação.

De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), com base em dados da Comissão de Comércio Internacional dos EUA (USITC), a decisão da Suprema Corte impacta cerca de US$ 21,6 bilhões em exportações brasileiras.

O governo brasileiro avalia que há espaço para novas negociações comerciais, especialmente com a prevista visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos em março.

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