O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), teve seu nome associado a uma investigação de grande envergadura conduzida pela Polícia Federal. Durante a deflagração da quinta fase da Operação Unha e Carne, realizada nesta quinta-feira (2), agentes federais encontraram documentos que vinculam o político a transações financeiras sob suspeita. A lista, atribuída ao contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como 'Adilsinho', cita um repasse de R$ 3,2 milhões destinado à campanha de reeleição de Castro no pleito de 2022.
A operação, que mira o submundo do jogo do bicho e esquemas de lavagem de dinheiro no estado, busca descortinar uma complexa teia de corrupção que envolve figuras do alto escalão político fluminense. De acordo com os investigadores, o material apreendido não apenas detalha supostos pagamentos indevidos, mas também oferece um panorama de como o poder econômico ilícito poderia estar infiltrado na estrutura governamental através de doações eleitorais escusas e operações financeiras de contabilidade paralela.
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Vale ressaltar que, embora o nome do ex-governador figure nos documentos apreendidos, Cláudio Castro não é, até o momento, alvo direto dos mandados de prisão cumpridos nesta fase da Operação Unha e Carne. O próprio Adilsinho, um dos principais alvos da investigação, já se encontrava detido por outros motivos legais quando a ação foi deflagrada. A ausência de medidas cautelares imediatas contra o ex-governador justifica-se, segundo fontes ligadas à Polícia Federal, pelo fato de as investigações estarem em uma etapa de aprofundamento.
A expectativa é que a análise pericial dos materiais apreendidos — que incluem agendas, registros contábeis e dispositivos eletrônicos — forneça novos elementos para comprovar se houve, de fato, o financiamento de campanhas políticas com recursos provenientes da contravenção. O caso segue sob sigilo parcial para garantir a integridade da coleta de provas, enquanto o cenário político no Rio de Janeiro observa com atenção os desdobramentos que prometem impactar figuras de peso que tiveram trânsito nos bastidores dos últimos mandatos estaduais.






