As recentes precipitações registradas em diversas regiões de Pernambuco trouxeram um alívio parcial para o sistema de abastecimento hídrico do estado. Segundo dados divulgados nesta terça-feira (3) pela Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), o aporte pluviométrico permitiu que alguns reservatórios atingissem níveis positivos; contudo, a situação ainda exige cautela, visto que dez barragens permanecem operando em estado de colapso, com menos de 10% de sua capacidade total de armazenamento.
Entre os destaques positivos, a barragem do Prata, localizada no município de Bonito, apresenta um cenário otimista ao operar com 83,83% de sua capacidade total, situando-se dentro da normalidade hídrica. Além disso, as barragens de Ingazeira, em Venturosa, e Mundaú, em Garanhuns, superaram a marca de 100%, encontrando-se atualmente em processo de vertimento. Essas marcas demonstram que, em áreas específicas, o volume de chuva foi suficiente para garantir a segurança hídrica imediata das populações atendidas.
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Por outro lado, o cenário crítico persiste em reservatórios estratégicos. A barragem de Jucazinho, em Surubim, um dos maiores pilares do abastecimento regional, permanece em colapso com apenas 0,99% de seu volume total. Situação semelhante ocorre em outros pontos do estado, como nos reservatórios de Poço Fundo (Santa Cruz do Capibaribe), com 0,00%, e Serrinha/Serraria (Brejinho), operando com ínfimos 0,18%. A Apac classifica como colapso toda estrutura que apresenta menos de 10% de água, reforçando a necessidade de políticas públicas contínuas de gestão hídrica e conscientização sobre o uso racional da água.
A Agência Pernambucana de Águas e Clima segue monitorando diariamente o comportamento dos mananciais em todo o território pernambucano. A população pode acompanhar a atualização dos níveis das barragens e verificar orientações sobre o consumo consciente diretamente no portal oficial da instituição. O monitoramento rigoroso é essencial para planejar medidas de contingência diante da irregularidade das chuvas que, embora tenham trazido alívio momentâneo, ainda não foram distribuídas de forma homogênea por todo o sertão e agreste pernambucano.






