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Netanyahu pede expulsão do Hamas após apoio da ONU a plano de paz de Trump

Por Redação Arcoverde Agora
Netanyahu pede expulsão do Hamas após apoio da ONU a plano de paz de Trump

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou nesta terça-feira que o Hamas deve ser expulso da região, um dia após o Conselho de Segurança da ONU endossar o plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para encerrar a guerra em Gaza. A proposta americana inclui cláusulas de anistia para integrantes do grupo militante que aceitarem “coexistência pacífica” e desativarem suas armas.

Netanyahu havia apoiado publicamente o plano durante uma visita à Casa Branca no fim de setembro. Contudo, suas declarações mais recentes evidenciam diferenças com Washington sobre os próximos passos, já que partes essenciais da proposta enfrentam resistência tanto do governo israelense quanto do próprio Hamas.

Diplomatas afirmam que as posições rígidas dos dois lados dificultam o avanço do acordo, que não estabelece prazos nem mecanismos claros de implementação. Ainda assim, o plano tem recebido apoio internacional significativo.

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O premiê publicou nesta terça-feira uma série de comentários na rede social X, celebrando a votação da ONU. Em uma das mensagens, ele elogiou Trump; em outra, afirmou que Israel vê o plano como um caminho para “paz e prosperidade” por exigir a “desmilitarização total, o desarmamento e a desradicalização de Gaza”.

Netanyahu acrescentou que “Israel estende sua mão em paz” e pediu aos países vizinhos que se unam ao esforço para “expulsar o Hamas e seus apoiadores da região”.

Questionado sobre o significado dessa expulsão, um porta-voz do governo explicou que se trata de impedir que o Hamas permaneça ativo ou governe Gaza, conforme estipulado no plano de 20 pontos.

Entre as cláusulas, o documento afirma que:

  • membros do Hamas que aceitarem coexistência pacífica e desarmamento receberão anistia;

  • integrantes que optarem por deixar o território terão passagem segura para outros países;

  • o Hamas não terá papel na administração de Gaza.

O texto não exige explicitamente a dissolução do grupo, mas prevê reformas na Autoridade Palestina, sediada na Cisjordânia, abrindo brecha para “um caminho confiável rumo à autodeterminação palestina e à formação de um Estado”.

Apesar disso, antes da votação na ONU, Netanyahu reiterou no domingo que Israel continua se opondo à criação de um Estado palestino, após forte pressão de aliados de sua coalizão de ultradireita, que criticaram sinais de apoio dos EUA à ideia de independência palestina.

O primeiro-ministro também reafirmou que rejeita qualquer participação da Autoridade Palestina no controle de Gaza.

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