A gigante brasileira do setor de cosméticos, Natura &Co, anunciou oficialmente na última segunda-feira (30) o início de um ambicioso "novo ciclo estratégico". A movimentação, que visa preparar a companhia para os próximos anos de mercado, envolve uma reestruturação profunda em sua governança corporativa, alterando a composição do Conselho de Administração e instituindo um novo órgão consultivo estatutário. Esta mudança marca um momento histórico para a organização, que busca separar com maior clareza a execução da estratégia de negócios da preservação de seu legado institucional.
Como parte central desta transição, os três fundadores da empresa — Luiz Seabra, Guilherme Leal e Pedro Passos — deixarão seus assentos no Conselho de Administração. Eles assumirão o recém-criado Conselho Consultivo, órgão que não possuirá funções executivas ou poder de decisão direta, mas que atuará como o guardião da cultura, dos valores e da identidade que definem a essência da Natura desde sua fundação. Junto aos fundadores, Fabio Barbosa, atual presidente do conselho (chairman), também migrará para este grupo consultivo, garantindo a continuidade dos princípios que guiaram a companhia ao longo das décadas.
📲 Fique por dentro das notícias de Arcoverde!
Agora o Arcoverde Agora também tem um canal oficial no WhatsApp, onde você recebe em primeira mão as principais informações da cidade e do Sertão do Moxotó.
👉 Clique aqui e entre no nosso canal
Simultaneamente, o Conselho de Administração passa por uma recomposição completa para um mandato de dois anos. Alessandro Carlucci foi indicado para assumir a presidência do colegiado. A nova lista de integrantes mescla nomes experientes, como João Paulo Ferreira (atual CEO da empresa) e Duda Kertesz, com novos conselheiros como Pedro Villares, Flávia Almeida e Gabriela Comazzetto. A empresa ressalta que essa simplificação corporativa é essencial para o dinamismo exigido pelo atual cenário financeiro global.
Além da reestruturação interna, a Natura oficializou um novo acordo entre seus acionistas controladores, estabelecendo um compromisso de longo prazo válido por dez anos, prorrogáveis por mais uma década. O movimento é acompanhado pela entrada estratégica do fundo Lotus, gerido pela Advent International, que firmou um compromisso de adquirir entre 8% e 10% das ações da empresa no mercado secundário. Caso a meta de 8% seja alcançada, o novo investidor ganhará o direito de indicar membros para o conselho, reforçando a confiança externa no novo modelo de governança da companhia.






