Uma ocorrência alarmante mobilizou as forças de segurança no município de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, no último sábado (14). Uma mulher de 38 anos, cuja identidade não foi revelada pelas autoridades, foi detida e encaminhada à delegacia após ser flagrada tentando realizar a compra ilegal de um recém-nascido dentro das dependências do Hospital da Mulher do Agreste (HMA). O episódio gerou grande comoção e levantou questionamentos sobre a segurança em unidades de saúde da região.
De acordo com as informações apuradas pela unidade hospitalar, a gerência foi alertada por meio de uma denúncia protocolada pelo Conselho Tutelar, que indicava uma movimentação suspeita envolvendo uma tentativa de negociação ilícita de um bebê. Segundo o comunicado emitido pelo hospital, a suspeita infiltrou-se na unidade fingindo ser acompanhante de uma paciente, estratégia utilizada para tentar concretizar a transação criminosa sem levantar suspeitas imediatas da equipe de enfermagem ou da segurança patrimonial.
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Imediatamente após receber o alerta, a direção do hospital acionou os protocolos de segurança internos e solicitou a presença da Polícia Militar. Os agentes compareceram ao local e efetuaram a condução da suspeita para a delegacia de plantão. A Polícia Civil de Pernambuco confirmou que a mulher foi autuada em flagrante delito, sendo indiciada pelo crime de falsidade ideológica, dada a natureza da farsa utilizada para acessar a área restrita do hospital com intuitos ilícitos.
O caso agora está sob a responsabilidade da 90ª Delegacia de Polícia de Caruaru. Um inquérito policial foi instaurado para aprofundar as investigações e determinar se outras pessoas estavam envolvidas no esquema ou se a suspeita agiu sozinha na tentativa de aliciar a família da criança. As autoridades reforçam que qualquer tentativa de adoção deve seguir estritamente o rito legal estabelecido pela Vara da Infância e Juventude, sendo a comercialização de seres humanos um crime gravíssimo tipificado na legislação brasileira. O hospital declarou que está colaborando integralmente com os investigadores para o total esclarecimento dos fatos e a proteção da criança envolvida.






