O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) denunciou cinco pessoas pela morte do empresário e mergulhador Samyr Oliveira de Souza, baleado no dia 13 de janeiro de 2026, em Petrolândia, no Sertão do estado.
Entre os denunciados estão os vereadores Cristiano Lima dos Santos (PSB), conhecido como “Cristiano da Van”, apontado como autor dos disparos, e Erinaldo Alencar Fernandes (PSD), conhecido como “Dedé de França”, presidente da Câmara Municipal.
Planejamento e execução
De acordo com a denúncia, o crime teria sido articulado sob liderança intelectual, econômica e logística de Erinaldo, com interesse direto de Cristiano. O Ministério Público afirma que a autoria dos disparos recai sobre Cristiano, com participação dos demais denunciados no suporte à ação.
A investigação aponta que a vítima foi perseguida em uma motocicleta e atingida por vários disparos enquanto trafegava pela Avenida Prefeito José Gomes de Avelar. O empresário chegou a ser socorrido e passou por cirurgias no Hospital Eduardo Campos, em Serra Talhada, mas não resistiu.
Segundo o MPPE, o escritório político de Erinaldo teria sido utilizado como base de apoio antes e depois do crime, inclusive como local de esconderijo. A denúncia também menciona que imagens de câmeras de segurança teriam sido apagadas e o equipamento de gravação retirado antes da chegada da polícia.
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Motivação e outros denunciados
A motivação do crime, conforme o Ministério Público, estaria relacionada a desentendimentos em um grupo de WhatsApp envolvendo questões pessoais e conjugais. Cristiano teria confessado oficialmente a motivação, que foi classificada pelo órgão como motivo fútil.
Também foram denunciados os assessores parlamentares Manoel Brasil Silva (Mauro Brasil), Ítalo Vieira Soares (Oncinha) e Edmilton Alencar Fernandes (Miltinho), irmão de Erinaldo. Parte dos acusados teria monitorado a movimentação policial após o atentado.
Prisão
Cristiano Lima dos Santos foi preso no dia 28 de janeiro, em Santa Cruz do Capibaribe, durante operação da Polícia Civil de Pernambuco.
Segundo o delegado responsável pelas investigações, a apuração reuniu análise de imagens de câmeras de segurança e depoimentos, que indicaram com alto grau de certeza a autoria do crime.
Até a última atualização, as defesas dos denunciados não haviam se manifestado.






