O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) oficializou, nesta quarta-feira (18), a apresentação de uma representação junto à Justiça contra o adolescente de 14 anos responsável pelo ataque com arma branca ocorrido na Escola Estadual Cristiano Barbosa e Silva, situada no município de Barreiros, na Zona da Mata Sul do estado. O caso, que chocou a comunidade escolar na última segunda-feira (16), envolveu a agressão contra três estudantes da mesma turma do autor, configurando, para fins jurídicos, um ato infracional análogo à tentativa de feminicídio.
Após o episódio de violência, o menor foi detido ainda no interior da unidade escolar por funcionários e agentes da Polícia Militar. Atualmente, ele cumpre internação provisória no Centro de Internação Provisória (Cenip), na capital pernambucana, após ter sido ouvido pelas autoridades policiais. Enquanto isso, o MPPE, por meio da Promotoria de Justiça de Barreiros, segue acompanhando os desdobramentos das investigações, enfatizando a importância de resguardar a integridade e a dignidade das vítimas durante todo o processo legal.
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Sobre o estado de saúde das jovens atingidas, a Secretaria de Educação confirmou que duas delas já receberam alta hospitalar e se recuperam em seus lares. A terceira estudante, que precisou ser transferida para o Hospital da Restauração, no Recife, encontra-se em quadro estável e consciente. O órgão ministerial manifestou, ainda, repúdio a postagens em redes sociais que visam responsabilizar as vítimas pelo ocorrido, ressaltando que tais práticas de vitimização secundária são prejudiciais e devem ser combatidas, reiterando que a proteção ao ambiente escolar é dever de todos.
A Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco informou que tem prestado suporte integral às famílias das vítimas por meio de uma equipe multidisciplinar, composta por advogados, psicólogos e assistentes sociais. O conselheiro tutelar responsável pelo acompanhamento do caso mencionou que o adolescente alegou sofrer bullying, embora a direção da escola tenha negado registros formais de denúncias por parte do jovem neste ano letivo. O histórico aponta que, no ano anterior, alertas já haviam sido feitos após pichações realizadas pelo estudante nas dependências da escola, sinalizando a necessidade de uma análise profunda sobre os protocolos de convivência e segurança nas instituições de ensino.






