O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) instaurou um procedimento administrativo para acompanhar um caso envolvendo uma adolescente que denunciou ter sido vítima de violência sexual, em Petrolina, no Sertão do estado. O relato foi feito pela jovem no ambiente escolar.
A apuração teve início a partir de um ofício encaminhado pelo Conselho Tutelar da Região 2, que comunicou a denúncia apresentada pela adolescente. Conforme as informações repassadas, a jovem afirmou que a violência teria sido praticada por um vizinho, quando ela tinha 12 anos, enquanto estava na casa da avó.
O Conselho Tutelar informou que realizou os devidos encaminhamentos à 3ª Delegacia Especializada da Mulher, ao Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) e ao Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSi).
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De acordo com o CAPSi, a adolescente foi admitida no serviço em 2 de setembro de 2025, passando por acolhimento inicial e atendimento com médico psiquiatra. Ainda no mesmo mês, foi realizada escuta especializada com técnica de referência. Uma equipe também tentou realizar visita domiciliar para ampliar a compreensão do contexto familiar, mas não houve contato no local.
O MPPE informou que encaminhou ofícios ao CREAS, solicitando relatórios sobre os atendimentos e as providências adotadas para a proteção da adolescente. No entanto, não houve resposta dentro do prazo estabelecido, o que motivou a conversão da notícia de fato em procedimento administrativo.
Na decisão, o Ministério Público determinou que o processo aguarde retorno da unidade de ensino envolvida, além de estabelecer que cópia da portaria seja encaminhada aos órgãos internos do MPPE e publicada no Diário Oficial.






