O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito civil com o objetivo de investigar os riscos iminentes de desabamento no telhado do histórico Mercado da Ribeira, localizado no Sítio Histórico de Olinda, na Região Metropolitana do Recife. A medida foi tomada após recorrentes denúncias sobre a fragilidade das estruturas de sustentação, severamente comprometidas pela infestação de cupins, que tem colocado em xeque a integridade física de comerciantes, artesãos e dos milhares de turistas que circulam pelo espaço diariamente.
A gravidade da situação é evidenciada pela necessidade de manter uma caixa d'água de mil litros vazia sobre um dos quiosques, como medida de precaução para evitar que o peso acumulado faça ceder a madeira degradada pelos insetos. Relatos de locatários apontam que o problema se arrasta desde 2021, transformando o que eram reparos simples em uma ameaça estrutural generalizada. O MPF assumiu o caso devido ao tombamento da área pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), exigindo uma resposta célere para preservar um dos marcos culturais e históricos mais importantes do país.
📲 Fique por dentro das notícias de Arcoverde!
Agora o Arcoverde Agora também tem um canal oficial no WhatsApp, onde você recebe em primeira mão as principais informações da cidade e do Sertão do Moxotó.
👉 Clique aqui e entre no nosso canal
Em resposta aos questionamentos sobre a negligência apontada pelos permissionários, a Prefeitura de Olinda declarou, por meio de nota oficial, que o projeto de requalificação do mercado encontra-se em fase final de trâmites na Procuradoria Geral do Município. Segundo o executivo municipal, a obra, orçada em R$ 350 mil por meio de emenda parlamentar, abrangerá não apenas a restauração completa do telhado, mas também melhorias nas instalações elétricas, pintura, adequações de acessibilidade e reparos no piso. A promessa oficial é de que a ordem de serviço seja emitida ainda no mês de maio.
O Mercado da Ribeira detém uma carga histórica complexa, tendo servido, ao longo dos séculos, como centro de comercialização de pessoas escravizadas e posteriormente como mercado público. Atualmente, funciona como um vibrante polo de artesanato e é um ponto de parada obrigatório durante o Carnaval olindense. A expectativa da sociedade civil e dos órgãos de controle é que a intervenção urgente seja realizada para evitar que a omissão pública resulte na perda irreparável deste patrimônio arquitetônico e cultural para a memória pernambucana.






