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Mortes em protestos no Irã chegam a 203 e ONGs denunciam repressão violenta do regime

Por Redação Arcoverde Agora
Mortes em protestos no Irã chegam a 203 e ONGs denunciam repressão violenta do regime

O número de mortos nos protestos generalizados no Irã subiu para 203 pessoas neste domingo (11), segundo dados divulgados pelo grupo de direitos humanos HRANA, com sede nos Estados Unidos. As manifestações contra o governo do aiatolá Ali Khamenei já se espalharam por mais de 100 cidades e entram na segunda semana sob denúncias de repressão violenta por parte das forças de segurança.

Organizações não governamentais afirmam que policiais iranianos dispararam contra manifestantes, inclusive com munição real. Relatos colhidos por veículos da imprensa dos Estados Unidos e do Reino Unido apontam que muitas vítimas foram atingidas durante atos pacíficos. O cenário é agravado pelo apagão da internet, imposto pelo regime, que dificulta a confirmação independente dos números.

O Centro para os Direitos Humanos no Irã (CHRI) declarou que “um massacre está em curso no Irã em meio a um apagão da internet”, relatando inclusive a chegada de corpos em hospitais do país. Já a ONG Direitos Humanos do Irã, sediada na Noruega, afirma que o número real de mortos pode chegar a até duas mil pessoas.

Do lado oficial, o governo iraniano não divulga números regulares sobre a atuação policial. Autoridades acusam Estados Unidos e Israel de estarem por trás dos protestos e de fomentarem a violência. O chefe da polícia iraniana, Ahmad-Reza Radan, afirmou que as forças de segurança “escalaram o nível de confronto contra os manifestantes”. A Guarda Revolucionária reforçou que a defesa da segurança nacional é “inegociável”.

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O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, pediu que a população se afaste do que chamou de “terroristas e badernistas”, ao mesmo tempo em que declarou estar disposto a dialogar com os manifestantes sobre questões econômicas. Ainda assim, voltou a acusar Washington e Tel Aviv de “semear caos e desordem” no país.

No cenário internacional, a tensão aumentou após o governo iraniano ameaçar retaliar Israel e bases militares dos EUA no Oriente Médio em caso de ataque. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, afirmou que “em caso de ataque ao Irã, os territórios ocupados [Israel], assim como todas as bases e navios dos EUA, serão alvos legítimos”, segundo a agência Reuters.

No sábado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar intervir caso o regime iraniano continue reprimindo manifestantes pacíficos. Segundo o The New York Times, Trump já teria sido informado sobre opções militares, enquanto o site Axios aponta que a Casa Branca avalia formas de apoio direto aos manifestantes.

Ainda neste domingo, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, discutiu o tema em conversa telefônica com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reforçando o clima de instabilidade que cerca o Irã e toda a região do Oriente Médio.

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