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Morre, aos 63 anos, a produtora cultural e poetisa Mônica Silveira no Grande Recife

Por Redação Arcoverde Agora
06/06/2026 - Atualizado há 3 horas
Morre, aos 63 anos, a produtora cultural e poetisa Mônica Silveira no Grande Recife

O cenário cultural de Pernambuco amanheceu de luto com a confirmação do falecimento da produtora executiva, poetisa e consultora artística Mônica Silveira, aos 63 anos. A morte ocorreu na última sexta-feira (5), no Grande Recife, e o último adeus foi prestado por familiares e amigos durante velório realizado neste sábado (6), no Memorial Guararapes, em Jaboatão dos Guararapes. Embora o falecimento tenha sido amplamente repercutido, a causa da morte não foi divulgada oficialmente pelos familiares.

Mônica Silveira era uma figura de relevância no meio cinematográfico local, sendo tia do renomado cineasta Breno Silveira, diretor de obras consagradas como 'Dois Filhos de Francisco' e 'Gonzaga: de Pai para Filho'. Recentemente, o nome de Mônica ganhou notoriedade nacional ao integrar o elenco de entrevistados da série documental 'O Testamento', produção do Globoplay que investiga os desdobramentos jurídicos e pessoais envolvendo a fortuna da empresária Anita Harley.

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Camila Appel, diretora da série documental, manifestou profundo pesar através de suas redes sociais. Em seu depoimento, a cineasta destacou o profissionalismo e a sensibilidade de Mônica, revelando que a produtora estava ansiosa com a estreia da obra, ocorrida em 23 de fevereiro, data de seu aniversário. 'Senti carinho por essa mulher apaixonada pelo cinema pernambucano', afirmou Appel. Mônica não apenas atuava como produtora, mas também se dedicava à literatura, à preservação ambiental e ao fomento das artes.

Sua morte ocorre em um momento de perda sensível para a classe artística pernambucana, poucos dias após o falecimento de Alfredo Bertini, um dos fundadores do festival Cine PE. A trajetória de Mônica Silveira é marcada pela versatilidade e por um compromisso inegociável com a cultura de Pernambuco. No documentário 'O Testamento', Mônica compartilhou detalhes de sua amizade com Anita Harley, herdeira da rede varejista Casas Pernambucanas. A série, que narra a disputa bilionária em torno do testamento de Anita — que vive em estado vegetativo há uma década —, serviu como um registro importante da articulação social e afetiva que cercava a empresária, onde Mônica atuou como uma voz testemunhal fundamental para a compreensão dos fatos. O legado deixado por ela permanece vivo através de seus projetos e da contribuição inestimável para a memória do cinema estadual.

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