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Moraes determina preservação de provas da operação mais letal da história do Rio de Janeiro

Por Redação Arcoverde Agora
Moraes determina preservação de provas da operação mais letal da história do Rio de Janeiro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a preservação integral e a documentação de todos os elementos materiais relacionados à operação policial mais letal da história do Rio de Janeiro, que deixou ao menos 121 mortos na última terça-feira (29).

A medida foi tomada a pedido da Defensoria Pública da União (DPU) e inclui a manutenção das cadeias de custódia e das perícias realizadas.

Na decisão, Moraes ressaltou que a medida está em conformidade com o que foi estabelecido pelo Plenário do STF no julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, conhecida como ADPF das Favelas, que determina a preservação de vestígios de crimes e a independência técnica das perícias em casos de mortes resultantes de ações policiais.


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O ministro determinou ainda que o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), seja intimado ainda neste domingo (2) para assegurar o cumprimento da decisão. Moraes e Castro devem se reunir nesta segunda-feira (3), no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) da Polícia Militar, em encontro que ocorre no âmbito da ADPF das Favelas.

Segundo integrantes do Supremo, a reunião deve reforçar a cobrança pelo cumprimento das diretrizes já fixadas pelo tribunal para o controle da letalidade policial no estado.

Na última semana, Moraes já havia determinado que o governo do Rio apresentasse informações detalhadas sobre a operação, incluindo a justificativa para o uso da força, o número de agentes envolvidos, armamentos utilizados, e o total de mortos, feridos e detidos. O ministro também cobrou medidas de responsabilização por possíveis abusos, além de dados sobre o uso de câmeras corporais e a assistência às vítimas.

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