O ministro da Fazenda, Dario Durigan, manifestou-se de maneira enfática durante audiência na Câmara dos Deputados sobre a discussão acerca do fim da escala de trabalho 6x1. O representante da pasta econômica declarou ser "radicalmente contra" qualquer proposta de compensação financeira ou indenização ao setor produtivo caso o Legislativo decida pela redução da jornada laboral no país. Segundo o ministro, a estrutura de horas trabalhadas pertence ao trabalhador e não pode ser tratada como um ativo ou propriedade do empregador.
Para Durigan, o debate sobre a limitação da carga horária semanal é um fenômeno global que reflete ganhos geracionais de qualidade de vida e produtividade. Ele argumentou que países desenvolvidos já realizaram transições similares no passado sem a necessidade de ressarcir o setor empresarial. "Não cabe indenização. Quando a gente reconhece ganhos geracionais, isso é um debate mundial. Outros países fizeram melhor que a gente e não coube indenização para quem não é o titular da hora de trabalho", reiterou o ministro diante dos parlamentares.
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Atualmente, o Congresso Nacional debate diferentes vias para essa mudança. Entre as principais propostas estão a PEC de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que sugere a redução para quatro dias de trabalho por semana, e a PEC apresentada pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que propõe a limitação de 36 horas semanais com um prazo de transição de dez anos. O Governo Federal, por sua vez, introduziu um projeto de lei que visa fixar o limite em 40 horas semanais, estabelecendo a escala de cinco dias de trabalho com dois dias de descanso remunerado.
Em contrapartida, representantes do setor produtivo expressam preocupações quanto aos impactos financeiros. Alega-se que a redução da jornada sem o ajuste de salários elevaria os custos operacionais das empresas, o que, segundo líderes empresariais, poderia comprometer a competitividade do mercado e a capacidade de geração de novas vagas de emprego. Especialistas em economia pontuam que o sucesso de tais alterações depende da implementação de medidas de apoio, como o aumento da qualificação da mão de obra, investimentos em tecnologia, inovação e o aprimoramento da infraestrutura nacional para que os ganhos de produtividade compensem as mudanças estruturais na jornada laboral.






