A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara (PSOL), permanece internada no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (InCor-HCFMUSP), em São Paulo. A gestora deu entrada na unidade hospitalar no último sábado (21), após apresentar um quadro de mal-estar acompanhado de febre alta e dores abdominais intensas. Até esta segunda-feira (23), a equipe médica informou que a ministra apresenta um quadro clínico estável e, notavelmente, não apresenta mais episódios febris, o que sinaliza uma evolução positiva no tratamento da infecção.
Segundo boletim oficial divulgado pela equipe que acompanha o caso, os especialistas, liderados pelo cardiologista Sérgio Timerman e pelo infectologista Rinaldo Focaccia Siciliano, continuam monitorando a paciente e realizando exames complementares para assegurar o controle total do quadro. Embora a evolução seja considerada favorável pelos médicos, ainda não há uma previsão concreta para a alta hospitalar da ministra. O período de repouso é fundamental para garantir a plena recuperação de Sônia Guajajara antes de seu retorno às atividades oficiais no governo federal.
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Paralelamente ao estado de saúde, a ministra também é o centro das atenções políticas devido ao anúncio de seu desligamento da pasta. Sônia confirmou na última sexta-feira (20) que deixará o Ministério dos Povos Indígenas no dia 30 de março para se dedicar à sua campanha de reeleição como deputada federal por São Paulo. O governo prepara uma transição interna, com a expectativa de que Eloy Terena, atual secretário-executivo e braço-direito da ministra, assuma a liderança da pasta, dando continuidade aos projetos iniciados na atual gestão.
Em balanço recente de sua gestão, Guajajara enfatizou que seu maior legado foi elevar a pauta indígena ao topo do debate público e das políticas de Estado. Desde a criação do ministério em 2023, sob o governo Lula, a gestão contabilizou a homologação de 20 terras indígenas, um marco significativo que supera o desempenho da década anterior. A ministra ressaltou que, apesar dos desafios jurídicos e dos impasses entre o Legislativo e o Supremo Tribunal Federal (STF) acerca do marco temporal, o compromisso com a proteção territorial e a dignidade das 305 etnias brasileiras permaneceu como a espinha dorsal de sua administração.






