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Ministério Público Eleitoral recebe denúncia contra Silas Malafaia e Flávio Bolsonaro por suposta propaganda antecipada

Por Redação Arcoverde Agora
Ministério Público Eleitoral recebe denúncia contra Silas Malafaia e Flávio Bolsonaro por suposta propaganda antecipada

O Ministério Público Eleitoral foi oficialmente acionado pela Associação Movimento Brasil Laico para investigar a conduta do pastor Silas Malafaia e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O caso teve origem durante um culto de celebração da Santa Ceia, realizado no último domingo (3), na sede da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), no Rio de Janeiro. Na ocasião, o líder religioso interrompeu o rito litúrgico para declarar abertamente seu apoio à pré-candidatura do parlamentar à Presidência da República em 2026, utilizando o púlpito da igreja como palco para articulações de natureza política.

Durante o evento, o pastor convocou o senador e outros nomes de peso do cenário político, incluindo o governador Cláudio Castro, para uma oração coletiva. Em sua fala, Malafaia sustentou que "chegou o tempo" de apoiar o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, recorrendo a interpretações de passagens bíblicas para legitimar o posicionamento partidário. Esse gesto marcou uma reaproximação pública entre ambos, superando um período recente de tensões em que o religioso havia questionado a viabilidade política de Flávio.

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A representação protocolada na Procuradoria Regional Eleitoral acusa os envolvidos de propaganda eleitoral antecipada em local de uso comum, além de apontar indícios de abuso de poder religioso e econômico. A denúncia argumenta que a estrutura de uma organização com quase 150 templos foi indevidamente utilizada para favorecer pré-candidatos, desvirtuando a finalidade espiritual do culto. Além de Flávio Bolsonaro, a ação mira nomes como o deputado Sóstenes Cavalcante e o ex-prefeito Marcelo Crivella, solicitando medidas severas como a declaração de inelegibilidade por oito anos e a aplicação de multas pecuniárias.

O documento jurídico vai além das questões eleitorais e sugere uma investigação da Receita Federal sobre um possível desvio de finalidade da instituição religiosa, o que poderia comprometer sua imunidade tributária. O evento também foi palco de críticas ácidas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao ministro Alexandre de Moraes, reforçando o discurso de enfrentamento que Malafaia tem adotado em suas manifestações recentes. Até o momento, as defesas dos citados ainda não se manifestaram sobre os desdobramentos desta representação no âmbito eleitoral e fiscal.

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