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Ministério da Fazenda avalia transição para o fim da escala 6x1, mas descarta custo ao Tesouro

Por Redação Arcoverde Agora
Ministério da Fazenda avalia transição para o fim da escala 6x1, mas descarta custo ao Tesouro

O debate sobre o fim da escala de trabalho 6x1 ganhou novos contornos nesta sexta-feira (17), após declarações do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan. Durante sua participação nas reuniões de Primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, em Washington, o integrante da pasta econômica pontuou que, embora o governo enxergue o tema como um avanço civilizacional necessário para os trabalhadores brasileiros, a implementação de mudanças drásticas requer cautela e planejamento setorial.

Durigan ressaltou que a adaptação da jornada de trabalho deve ser tratada dentro do Congresso Nacional, permitindo que todos os setores da economia sejam ouvidos. Segundo o representante da Fazenda, muitos segmentos já operam com dinâmicas mais flexíveis, como o modelo 5x2 ou 4x3, o que demonstra que a transição é perfeitamente viável e menos disruptiva do que setores mais conservadores apontam. A ideia central do governo é que haja um tempo hábil de adaptação para evitar choques no mercado de trabalho e na oferta de serviços essenciais à população.

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Entretanto, um ponto de atrito persiste: a possibilidade de compensação financeira para as empresas. Enquanto o relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), deputado Paulo Azi (União-BA), defende incentivos fiscais e reduções de impostos sobre a folha de pagamento como forma de mitigar eventuais prejuízos, o Ministério da Fazenda é taxativo ao afirmar que a conta não deve recair sobre o Tesouro Nacional. Durigan reforçou que o progresso na jornada laboral não pode ser financiado por recursos públicos que pertencem à sociedade brasileira.

Em contrapartida, vozes dentro do próprio governo pressionam por uma mudança célere. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, criticou propostas de transições longas, classificando-as como manobras de postergação. Para Boulos, o ajuste na escala deve ser rápido, permitindo apenas um prazo técnico mínimo para que as empresas reorganizem suas escalas laborais. Enquanto o impasse legislativo continua, economistas alertam que o sucesso dessa transição dependerá menos de compensações financeiras e mais de um projeto estrutural focado em ganho de produtividade, qualificação profissional, inovação tecnológica e melhorias na logística nacional, garantindo a sustentabilidade das empresas e a qualidade de vida dos trabalhadores a longo prazo.

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