O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governo federal são apontados como os principais responsáveis pela saída do Brasil do Mapa da Fome, anunciada em julho pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura).
A avaliação positiva se estende até mesmo entre parte dos eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro.
De acordo com pesquisa Genial/Quaest, apenas metade da população (49%) tinha conhecimento prévio da retirada do país da lista.
Outros 50% foram informados pelos entrevistadores.
Entre os que souberam do fato, 41% atribuíram o mérito diretamente a Lula e ao seu governo, e 6% destacaram especificamente os programas sociais como responsáveis pela conquista.
Outras respostas incluíram:
• Ninguém é responsável: 6%
• Governos estaduais e seus governadores: 4%
• Melhora geral da economia: 3%
• Não souberam ou não quiseram responder: 40%
A saída do Mapa da Fome não significa que o problema tenha sido erradicado no país, mas indica que a fome crônica atinge agora menos de 2,5% da população.
O relatório “O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo”, da FAO, destacou a renovação dos investimentos em políticas sociais como fator central para a redução da insegurança alimentar.
📊Resultados por grupo político
• Lulistas: 62% creditam o feito a Lula.
• Esquerda não-lulista: 68%.
• Sem posicionamento político: 34%.
• Direita não-bolsonarista: 21%.
• Bolsonaristas: 22%.
Em todos os segmentos, o atual presidente foi a opção mais citada.
📊 Resultados por voto em 2022
• Eleitores de Lula no 2º turno: 60% apontam Lula e o governo; 5% mencionam programas sociais; 4% governos estaduais; 3% melhora da economia; 2% ninguém.
• Eleitores de Bolsonaro: 18% atribuem a Lula e ao governo; 14% dizem que ninguém é responsável; 5% citam programas sociais; 5% governos estaduais; 2% melhora da economia; 1% prefeituras.
A maioria (55%) preferiu não responder, o que pode indicar desconforto em reconhecer o atual governo.
•Brancos, nulos ou abstenções: 35% atribuem a Lula e 6% aos programas sociais.
Conclusão
A pesquisa reforça a percepção de que o retorno de investimentos sociais teve impacto direto no combate à fome no país. Apesar das diferenças políticas, o nome de Lula aparece como o mais associado ao feito, inclusive entre setores tradicionalmente opositores.






