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Mercado financeiro reage ao acordo de paz entre EUA e Irã e aguarda Superquarta

Por Redação Arcoverde Agora
Mercado financeiro reage ao acordo de paz entre EUA e Irã e aguarda Superquarta

O mercado financeiro iniciou esta terça-feira (16) sob a influência de novos horizontes geopolíticos. O dólar abriu a sessão com uma leve desvalorização de 0,21%, sendo cotado a R$ 5,0560, em um dia marcado pela cautela dos investidores diante de eventos globais e domésticos de grande impacto. A principal força motriz deste otimismo é o anúncio de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, que promete alterar a dinâmica econômica internacional, especialmente no setor de energia.

A notícia do tratado, confirmada por autoridades americanas e paquistanesas, reflete-se diretamente na queda dos preços do petróleo. O barril do Brent, referência mundial, registrou queda de 2,62%, sendo negociado a US$ 80,99, enquanto o WTI caiu 2,91%. A expectativa pela reabertura do Estreito de Ormuz e a estabilização do fluxo marítimo trazem alívio às cadeias de suprimentos globais, o que reflete positivamente no apetite ao risco das bolsas de valores ao redor do mundo.

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Além do cenário externo, o mercado brasileiro volta suas atenções para a chamada "Superquarta". O país aguarda a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), com a expectativa de um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, enquanto investidores monitoram a postura do Federal Reserve (Fed) nos Estados Unidos. O banco central americano mantém o foco nos sinais de inflação elevada, o que pode ditar os próximos movimentos dos ativos de risco e a trajetória da moeda americana frente ao real nos próximos meses.

No front doméstico, indicadores econômicos como a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) de abril também ganham destaque. Com uma queda de 1,5% nas vendas no varejo na comparação mensal, o setor produtivo nacional tenta encontrar fôlego em um cenário de juros ainda restritivos. Analistas seguem monitorando se o alívio nas tensões internacionais será suficiente para consolidar uma trajetória de queda para o dólar no decorrer do ano, considerando que, no acumulado de 2024, a moeda norte-americana apresenta uma valorização expressiva que desafia as previsões de mercado.

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