Após um período de dois meses sendo procurado pelas autoridades policiais, o médico Marcelo Alves Vasconcelos foi finalmente localizado e preso no último sábado (6), na cidade de Maracanaú, no Ceará. O profissional é réu confesso e principal suspeito pela morte da comerciante Adriana Barros Lima Laurentino, ocorrida em janeiro de 2025, na capital pernambucana, logo após a realização de um procedimento estético conhecido como "harmonização de bumbum".
O caso ganhou repercussão nacional devido à gravidade das circunstâncias que envolveram o falecimento da vítima. Segundo as investigações conduzidas pela Polícia Civil de Pernambuco, o procedimento foi realizado com a aplicação de polimetilmetacrilato (PMMA), uma substância cujo uso para fins estéticos e reparadores é rigorosamente proibido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). A acusação contra o médico é de homicídio qualificado por motivo torpe, configurado pela ganância, com uma pena que pode variar entre 12 e 30 anos de reclusão.
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O inquérito policial apontou falhas graves na conduta de Marcelo Alves. A paciente Adriana Barros, de 46 anos, foi encontrada sem vida em sua residência após relatar dores intensas logo após ter recebido alta da clínica onde ocorreu a intervenção. Laudos indicaram que a morte foi decorrente de embolia pulmonar e choque séptico, este último agravado por uma infecção urinária preexistente que não foi detectada por falta de exames prévios. Além da negligência técnica, foi constatado que o profissional atuava no estado de Pernambuco sem a devida inscrição no Conselho Regional de Medicina (Cremepe), exercendo a profissão de maneira ilegal.
A juíza Danielle Christine Silva Melo Burichel, da 3ª Vara do Tribunal do Júri do Recife, destacou que a prisão preventiva é fundamental para a garantia da ordem pública e da saúde da coletividade, visando interromper imediatamente a prática de procedimentos clandestinos. O Ministério Público enfatizou que o médico priorizou o lucro — cobrando cerca de R$ 21 mil pela intervenção — em detrimento da vida da paciente. Adicionalmente, foi revelado que o réu possui um histórico criminal que envolve esquemas de fraude em vestibulares de medicina. A defesa do acusado ainda não se manifestou publicamente sobre os novos desdobramentos após a prisão.






