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Lula pede demissão de servidor da CGU flagrado agredindo mulher e criança no DF

Por Redação Arcoverde Agora
Lula pede demissão de servidor da CGU flagrado agredindo mulher e criança no DF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou, nesta quinta-feira (25), a abertura de processo administrativo disciplinar e a demissão do servidor público federal David Cosac Junior, da Controladoria-Geral da União (CGU), flagrado por câmeras de segurança agredindo sua então companheira e o filho dela, um menino de apenas quatro anos, em Águas Claras, no Distrito Federal.

O caso ganhou repercussão após a circulação de imagens da agressão, registrada no dia 7 de dezembro, em frente ao elevador da garagem do prédio onde o casal vivia. Na noite da véspera de Natal (24), a Justiça do Distrito Federal concedeu medida protetiva ao menino.

Em publicação nas redes sociais, Lula classificou a agressão como “inadmissível” e afirmou que determinou ao ministro Vinícius Marques de Carvalho, chefe da CGU, a adoção imediata das medidas administrativas. “Não vamos fechar os olhos aos agressores de mulheres e crianças estejam eles onde estiverem, ocupem as posições que ocuparem”, afirmou o presidente. Ele também destacou que o combate ao feminicídio e à violência contra mulheres e crianças é prioridade do governo federal.

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Providências administrativas

Em nota oficial, o ministro Vinícius Marques de Carvalho informou que a CGU afastou Cosac Junior do cargo de chefia que ocupava temporariamente, proibiu sua entrada nas dependências do órgão e instaurou processo disciplinar. Segundo o comunicado, os fatos indicam violação grave aos deveres funcionais previstos na Lei nº 8.112/1990, especialmente no artigo que exige conduta compatível com a moralidade administrativa.

Medidas judiciais

De acordo com a investigação, a vítima decidiu encerrar o relacionamento após as agressões. A mãe solicitou medidas protetivas apenas para o filho, que passou por exame no Instituto Médico Legal (IML), o qual confirmou as agressões vistas nas imagens.

A juíza Roberta Magalhães, do Juizado de Violência Doméstica de Águas Claras, determinou que Cosac Junior não se aproxime a menos de 300 metros da criança, não frequente a residência do menino e não mantenha qualquer tipo de contato, seja presencial, telefônico ou por mensagens eletrônicas.

Até o momento, Cosac Junior não constituiu advogado, e a reportagem informa que o espaço segue aberto para manifestação da defesa.

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