O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou, nesta terça-feira (23), na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), as sanções recentes dos Estados Unidos contra cidadãos brasileiros, classificando-as como uma tentativa de interferência inaceitável no Judiciário brasileiro.
“Mesmo sob ataque sem precedentes, o Brasil optou por resistir e defender sua democracia reconquistada há 40 anos pelo seu povo, depois de duas décadas de governos ditatoriais”, afirmou Lula.
O presidente criticou diretamente as medidas adotadas pelo governo americano, classificando-as como unilaterais e arbitrárias, e acusou a atuação de “falsos patriotas” e de setores da extrema-direita subserviente a interesses estrangeiros que promovem ações contra o Brasil. A fala ocorre um dia após a aplicação de novas sanções pelo governo dos EUA, reagindo à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Além das questões bilaterais, Lula abordou temas de política internacional. Ele condenou o conflito em Gaza, destacando que “fome é usada como arma de guerra, e o deslocamento forçado de populações é praticado impunemente”, e reafirmou a necessidade de soluções pacíficas e multilateralismo para o século 21.
O presidente também prestou homenagem a líderes internacionais que morreram recentemente, como o ex-presidente uruguaio Pepe Mujica e o Papa Francisco, ressaltando seus exemplos humanistas para futuras lideranças globais.
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“Precisamos de lideranças com clareza de visão que entendam que a ordem internacional não é um jogo de soma zero. Para ser pacífico, o século 21 não pode deixar de ser multilateral”, concluiu Lula, reforçando o compromisso do Brasil com a diplomacia e a cooperação internacional.






