O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem mantido conversas reservadas com auxiliares para entender os desdobramentos do escândalo bilionário envolvendo o Banco Master, mesmo sem se pronunciar publicamente sobre o caso. Segundo relatos de integrantes do governo, o petista procura compreender como foram estruturados os negócios conduzidos pelo empresário Daniel Vorcaro e quais os impactos políticos e institucionais da crise.
Entre os interlocutores de Lula está o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, com quem o presidente conversou recentemente. De acordo com auxiliares, Haddad demonstrou preocupação com a capacidade do Banco Regional de Brasília (BRB) de absorver operações relacionadas ao Banco Master, diante do volume financeiro envolvido e dos riscos para o sistema.
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No campo político, o caso também gera apreensão no Palácio do Planalto. Segundo assessores próximos ao presidente, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, é apontado como um dos primeiros nomes com possibilidade de sofrer consequências diretas caso as investigações avancem.
O governo acompanha o desenrolar do caso com cautela, avaliando tanto os impactos econômicos quanto os reflexos políticos, especialmente diante da dimensão dos valores citados e das conexões envolvendo instituições públicas e agentes políticos.






