O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quinta-feira (23) uma medida enérgica para reforçar a segurança pública e o combate ao crime organizado no Brasil. Durante sua participação na Feira Brasil na Mesa, realizada pela Embrapa em Planaltina (DF), o mandatário revelou ter solicitado ao ministro da Justiça e Segurança Pública que convoque delegados que atualmente ocupam cargos fora da Polícia Federal. Em tom crítico, o presidente afirmou que é necessário encerrar a permanência daqueles que estariam, segundo suas palavras, "fingindo trabalhar", exigindo o retorno imediato desses profissionais à corporação para fortalecer a ofensiva contra facções criminosas.
A determinação reflete a preocupação do governo com a atual estrutura das forças de segurança e a necessidade de otimizar os recursos humanos da PF. Segundo o presidente, a corporação deve ocupar integralmente todas as suas posições estratégicas para assegurar que a instituição mantenha sua capacidade operacional plena frente aos desafios crescentes da criminalidade no território nacional.
📲 Fique por dentro das notícias de Arcoverde!
Agora o Arcoverde Agora também tem um canal oficial no WhatsApp, onde você recebe em primeira mão as principais informações da cidade e do Sertão do Moxotó.
👉 Clique aqui e entre no nosso canal
Além das questões internas, o evento serviu de palco para declarações descontraídas sobre a diplomacia brasileira. Ao abordar as relações com os Estados Unidos e a China, o presidente sugeriu levar frutos nacionais, como a jabuticaba e o maracujá, como um gesto simbólico para "acalmar" os líderes Donald Trump e Xi Jinping, ressaltando o potencial produtivo do Brasil. O tom leve contrastou com o momento delicado das relações bilaterais com Washington, recentemente tensionadas devido a desdobramentos envolvendo o intercâmbio de delegados federais.
Durante sua visita à feira, Lula aproveitou para destacar a importância da agricultura familiar e o papel da Embrapa no desenvolvimento de tecnologias que aumentam a produtividade no campo. Ao percorrer o "pomar da ciência", que catalogou espécies como baunilha, açaí e pitaya, o presidente reforçou que o Brasil possui um mercado interno vasto e subutilizado. Segundo Lula, a estratégia econômica deve priorizar a valorização dos produtos nacionais para o consumo interno antes mesmo da busca pela exportação, incentivando a soberania alimentar e a melhoria da renda dos pequenos produtores rurais, considerados por ele como um dos pilares essenciais no combate à fome e na manutenção da economia popular.






