O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, reforçou nesta segunda-feira (18), durante um evento oficial realizado em São Paulo para o anúncio de novos investimentos da Petrobras, a necessidade estratégica de o Brasil avançar com a exploração de petróleo na chamada Margem Equatorial. A região, que se estende do litoral do Amapá até o Rio Grande do Norte, é considerada pelo Ministério de Minas e Energia como a nova fronteira de petróleo e gás do país, com potencial comparável ao pré-sal.
Durante seu pronunciamento, o mandatário brasileiro argumentou que a exploração deve ser conduzida com extremo rigor técnico e responsabilidade ambiental, mas ressaltou que o país não pode abdicar de suas riquezas naturais por receio de ingerências externas. Lula citou, em tom de alerta, o comportamento geopolítico do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, mencionando as aspirações históricas de Washington sobre territórios de outros países como justificativa para que o Brasil ocupe a área de forma soberana e estratégica.
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As projeções governamentais indicam que a Margem Equatorial possui reservas capazes de viabilizar a exploração de cerca de 1,1 milhão de barris de petróleo por dia, volume superior à capacidade produtiva atual dos campos de Tupi e Búzios, na Bacia de Santos. A Petrobras, sob a gestão de Magda Chambriard, tem tratado o projeto com prioridade, apesar dos desafios impostos pelos órgãos de controle ambiental, que monitoram de perto os impactos da atividade na biodiversidade da Foz do Amazonas.
O debate sobre a exploração da região envolve cinco bacias distintas: Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar. Recentemente, a Petrobras obteve autorização do Ibama para atividades de pesquisa exploratória, após um longo processo de licenciamento que envolveu debates intensos sobre a segurança operacional. Ao concluir seu discurso, Lula enfatizou que a riqueza obtida com essa exploração servirá como um pilar fundamental para garantir o futuro econômico do país e proteger a estabilidade dos preços dos combustíveis internamente contra as oscilações do mercado global.






