O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira que não concorda com o modelo de emendas impositivas e classificou como “erro histórico” a fatia do Orçamento da União que permanece sob controle direto do Congresso Nacional. A declaração foi dada durante a 6ª reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social e Sustentável (CDESS), o Conselhão.
Lula disse que uma mudança nesse sistema só será possível “quando mudarem as pessoas que governam e que aprovaram isso”, indicando que vê o atual modelo como fruto de decisões políticas específicas e difíceis de reverter no cenário atual.
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O presidente também pediu que a disputa em torno das emendas não seja vista como conflito institucional, afirmando que o governo federal “não tem nenhum problema com o Congresso Nacional”. Para ele, divergências sobre o Orçamento fazem parte da dinâmica política e não comprometem a relação entre os poderes.
Durante o encontro, Lula voltou a criticar regras fiscais rígidas, como o antigo teto de gastos. Ele argumentou que “um país que é a oitava economia do mundo não tem direito de ficar criando teto de gasto”, questionando se “EUA e Alemanha pensam em teto de gastos”.
O presidente destacou ainda que áreas como educação, ciência e tecnologia não deveriam ser tratadas como despesas comprimíveis, defendendo uma revisão das prioridades orçamentárias para garantir crescimento econômico sustentável e reforçar investimentos sociais.






