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Lula critica avanço da extrema direita e defende papel estratégico das universidades

Por Redação Arcoverde Agora
Lula critica avanço da extrema direita e defende papel estratégico das universidades

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizou o palco de um fórum internacional em Brasília, voltado a reitores de universidades brasileiras e de países africanos, para tecer duras críticas ao avanço das correntes de extrema direita em diversos países. Durante o evento, realizado em celebração ao Dia da África, o chefe do Executivo brasileiro destacou que esses movimentos políticos, que ganham força globalmente, possuem como pilar central o ataque sistemático ao conhecimento, à ciência e à liberdade de expressão artística. Segundo o petista, o temor desses grupos em relação ao pensamento crítico é o que motiva as tentativas de silenciar estudantes e docentes dentro do ambiente acadêmico.

Lula reforçou que as instituições de ensino superior devem atuar como pilares de resistência contra o retrocesso democrático e o preconceito. Ao citar o legado de Nelson Mandela, o presidente enfatizou que a educação é a ferramenta mais poderosa para a transformação social e a superação de problemas históricos, como o racismo e a xenofobia. Para o mandatário, o ambiente universitário é o local onde a consciência coletiva é forjada, tornando-o um alvo direto daqueles que buscam manter estruturas de dominação social.

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Além do papel social da educação, o presidente reservou parte de sua fala para abordar os desafios impostos pela tecnologia. Lula manifestou preocupação com o uso desenfreado da inteligência artificial (IA) em contextos eleitorais, classificando a tecnologia como uma ferramenta que, se não regulada, pode ser utilizada para espalhar mentiras e manipular a vontade popular. Ele cunhou o termo "colonialismo digital" para descrever como algoritmos, controlados por um grupo restrito de nações e corporações globais, acabam por ditar o fluxo de informações e consolidar formas de submissão tecnológica que prejudicam o desenvolvimento autônomo dos países em desenvolvimento.

Para mitigar esses impactos, Lula defendeu a necessidade de uma infraestrutura digital robusta e soberana. O presidente ressaltou que a inteligência artificial não deve se restringir aos padrões linguísticos do norte global, mas sim incorporar a diversidade linguística do Sul, incluindo o português e as línguas africanas como o iorubá e o zulu. Ao encerrar sua participação, o petista convocou as universidades a assumirem a liderança na construção de modelos de IA que sirvam aos interesses públicos, priorizando causas concretas em vez de servirem apenas como instrumentos de campanhas políticas predatórias e maldades digitais.

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