Linha Sul do Metrô do Recife sofre paralisação após falha grave na rede aérea

A Linha Sul do Metrô do Recife enfrentou uma interrupção total em suas atividades na manhã desta sexta-feira (8), após ser identificada uma falha crítica na rede aérea de alimentação elétrica dos trens. O problema, que ocorreu na saída da Estação Recife em direção ao terminal de Cajueiro Seco, em Jaboatão dos Guararapes, forçou a paralisação do serviço por volta das 11h, sem que houvesse previsão imediata para o restabelecimento do fluxo de passageiros. A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) informou que equipes técnicas foram mobilizadas ao local para realizar os reparos necessários na fiação que garante a tração elétrica das composições.
A interdição impacta diretamente cerca de 60 mil pessoas que dependem diariamente da linha para se deslocar entre a capital pernambucana e o município vizinho. A situação reforça um cenário de instabilidade crônica no transporte sobre trilhos da Região Metropolitana do Recife. Enquanto a Linha Sul permanece inoperante, a Linha Centro segue com o seu funcionamento regular, embora o sistema como um todo sofra com a falta de investimentos estruturais e a degradação dos equipamentos. Até o momento, o Grande Recife Consórcio de Transporte Metropolitano não detalhou se haverá reforço na frota de ônibus para absorver a demanda reprimida dos usuários.
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Especialistas do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) alertam que o colapso do sistema não é um evento isolado, mas o resultado de anos de operação com infraestrutura obsoleta. Segundo o engenheiro Maurício Pina, a rede aérea da Linha Centro possui mais de quatro décadas de uso, enquanto a da Linha Sul já beira os 20 anos, atingindo níveis críticos de fadiga. Além da rede elétrica, o sistema enfrenta uma grave escassez de veículos. Muitas composições operam com sua vida útil técnica já superada, o que aumenta a frequência de paradas emergenciais.
Diante da necessidade urgente de renovação, nota técnica da Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana indicou a possibilidade de colapso do sistema até abril de 2027, caso novos trens não sejam integrados à frota. Tentativas de adquirir veículos seminovos de outros estados encontraram dificuldades, como a reprovação de trens vindos de Porto Alegre devido ao estado avançado de degradação. A alternativa encontrada pela CBTU foi a importação de seis unidades do Metrô de Belo Horizonte, que possuem compatibilidade técnica com a malha pernambucana. A previsão é que a entrega desses equipamentos ocorra de forma escalonada entre maio e setembro de 2026, embora a sociedade continue cobrando medidas emergenciais para evitar que o cotidiano dos usuários seja constantemente prejudicado por falhas de manutenção.
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