O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, deve ser o primeiro integrante do primeiro escalão a anunciar oficialmente sua saída do governo federal em 2026. A decisão já foi comunicada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à equipe do ministério.
No dia 18 de dezembro, Lewandowski sinalizou a auxiliares do MJSP que “sairiam antes do esperado”, alegando cansaço e a avaliação de que já teria cumprido sua missão à frente da pasta. A conversa direta com Lula ocorreu no dia 23, e, nesta semana, o ministro informou formalmente o restante da equipe sobre a decisão.
A saída reabre o debate no Palácio do Planalto sobre uma possível divisão do Ministério da Justiça e Segurança Pública, tema que vem ganhando força diante da centralidade da segurança pública no debate nacional e do peso que o assunto deve ter nas próximas eleições.
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Nesse cenário, um dos nomes mais citados para comandar um eventual Ministério da Segurança Pública é o atual diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. À frente da PF desde o início do terceiro mandato de Lula, Andrei tem traquejo político e conta com a confiança direta do presidente. Delegados da corporação articulam, há pelo menos três meses, uma campanha interna pela divisão da pasta e pela escolha de seu nome.
Caso a separação se concretize, Lula também busca um nome para o Ministério da Justiça, que ficaria com uma estrutura mais enxuta, mas ainda responsável por temas estratégicos como migração, extradições e recuperação de ativos.
Entre os nomes cotados, ganha força o do ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que mantém forte interlocução com o Supremo Tribunal Federal e boa relação com diferentes campos políticos.
Além de Lewandowski, pelo menos outros 19 ministros devem deixar seus cargos ao longo do ano para disputar posições nas eleições, ampliando a reforma ministerial e a reorganização do governo federal.






