O líder da Coreia Popular, Kim Jong-un, acusou os Estados Unidos e a Coreia do Sul de estarem tentando provocar uma guerra na península coreana.
A declaração foi feita após militares sul-coreanos realizarem disparos na região de fronteira entre os dois países na última terça-feira (19).
Dois dias depois, a mídia estatal KCNA classificou o ato como uma “provocação deliberada”.
Em entrevista à emissora estatal, o vice-chefe do Estado-Maior do Exército norte-coreano alertou que a Coreia Popular não se responsabilizará pelas possíveis consequências caso seus avisos continuem sendo ignorados.
Os atritos vêm em meio a uma série de exercícios militares conjuntos entre EUA e Coreia do Sul, que Kim considera uma demonstração clara de “intenção de guerra”.
Paralelamente, tensões também crescem na América Latina.
A recente movimentação de embarcações militares norte-americanas para a costa da Venezuela gerou forte reação de países da região, como México, Colômbia e Brasil, que condenaram a possibilidade de uma intervenção externa.
O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, afirmou que seu país está preparado para se defender e alertou para as consequências de um conflito na região.
O assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência brasileira, Celso Amorim, reforçou a posição histórica do Brasil contra intervenções estrangeiras e demonstrou preocupação com a escalada militar próxima à Venezuela.
Analistas apontam que a combinação de tensões na Ásia e na América Latina pode representar um desafio significativo para a estabilidade global.
“Uma ação militar isolada pode desencadear um efeito dominó, afetando a política e a economia de todo o continente”, alertou o historiador e especialista em geopolítica Rodolfo Queiroz Laterza.






