A Polícia Civil de Pernambuco detalhou, em coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira (20), o avanço das investigações contra André Maia Oliveira, acusado de protagonizar um cenário de terror contra sua ex-companheira. O caso, que chocou os moradores do bairro do Espinheiro, na Zona Norte do Recife, envolve uma sequência de crimes que culminou em uma tentativa de feminicídio. Após 20 anos de relacionamento, o casal rompeu o vínculo afetivo no dia 6 de março, decisão que o agressor não aceitou, dando início a uma série de ameaças e perseguições que levaram a vítima a buscar proteção legal.
Na última quarta-feira (18), o episódio atingiu um nível extremo de violência. Utilizando o próprio veículo, André Maia arrombou o portão do edifício onde a mulher reside e, munido de uma pistola calibre 380 e um galão de gasolina, subiu até o quinto andar. O acusado efetuou ao menos 20 disparos contra a porta do apartamento, onde a vítima estava com sua mãe, demonstrando uma clara intenção de ceifar vidas. Segundo a delegada Larissa Azedo, adjunta da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, a ação foi premeditada como retaliação à medida protetiva que a vítima havia conseguido dias antes.
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O agressor, que chegou a ameaçar a vida da vítima e de seus familiares mesmo após fugir do local, apresentou-se na Delegacia de Casa Amarela no dia seguinte. Durante a audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (20), a Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva, sendo o homem encaminhado ao Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima. As autoridades agora focam em apurar a procedência da arma utilizada e o histórico de conduta do investigado.
A Polícia Civil ressalta que o caso é tratado como uma grave tentativa de feminicídio, além de invasão de domicílio e porte ilegal de arma. A perícia técnica, realizada no carro apreendido no bairro de Casa Forte e na arma recolhida, será fundamental para robustecer o inquérito. A delegacia especializada segue acompanhando o caso para garantir que todas as circunstâncias do planejamento do crime sejam devidamente esclarecidas e que a vítima continue sob a proteção necessária do Estado frente à periculosidade demonstrada pelo ex-companheiro.






