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Justiça de Pernambuco condena homem a 25 anos de prisão por feminicídio de servidora da UFPE

Por Redação Arcoverde Agora
Justiça de Pernambuco condena homem a 25 anos de prisão por feminicídio de servidora da UFPE

O Tribunal do Júri do Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife, condenou, nesta sexta-feira (15), o técnico de informática Cleber José dos Santos a uma pena de 25 anos de reclusão em regime inicialmente fechado. Ele foi julgado pelo feminicídio de Tamires de Almeida Costa Lima, servidora pública da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que tinha 34 anos na data do crime. Além da privação de liberdade, a juíza Tayná Lima Prado determinou o pagamento de uma indenização de R$ 50 mil aos familiares da vítima, a título de reparação por danos morais.

O julgamento, que teve duração de cerca de sete horas, contou com depoimentos cruciais de testemunhas de acusação e defesa, consolidando o entendimento do Ministério Público sobre a brutalidade do ato. Tamires, que trabalhava como assistente de administração no Hospital das Clínicas, mantinha um relacionamento de cinco anos com o réu, iniciado por meio da internet. A sentença proferida prevê o início imediato do cumprimento da pena, embora caiba recurso por parte da defesa do condenado.

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O crime aconteceu em 12 de novembro de 2024, na praia de Enseada dos Corais. Segundo a denúncia, o casal, que retornava de uma viagem de férias por Alagoas, estava hospedado na residência da família da vítima. O agressor teria atraído Tamires para um imóvel sob um pretexto falso para desferir os golpes fatais de faca. O assassinato foi seguido por um incêndio no local, que chegou a causar danos à rede elétrica da região.

Tamires de Almeida era amplamente reconhecida por sua trajetória acadêmica e profissional, possuindo diversas especializações, incluindo mestrado e MBA. Sua morte causou forte comoção entre amigos, familiares e colegas de trabalho na UFPE. A rápida resposta do Poder Judiciário, que decretou a prisão preventiva logo após o flagrante na época do crime, foi um ponto fundamental no desfecho deste caso, garantindo que o réu aguardasse o julgamento recluso. O caso reafirma a importância do combate rigoroso à violência contra a mulher no estado de Pernambuco, com as autoridades judiciárias aplicando a Lei do Feminicídio de forma célere em episódios de tamanha gravidade.

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