Uma jovem de 19 anos, identificada como Marcela Vitória de Lima Santos, foi vítima de um grave ataque de tubarão na tarde desta segunda-feira (1º), na orla de Boa Viagem, Zona Sul do Recife. A jovem, que reside em São Lourenço da Mata, estava acompanhada de familiares e amigos quando decidiu entrar no mar. O incidente, que chocou banhistas e autoridades, marca o segundo ataque de tubarão registrado no litoral pernambucano em um intervalo de menos de 24 horas, acendendo um alerta vermelho para a segurança nas praias da região metropolitana.
O resgate foi realizado pelo primo da vítima, o vigilante Jonas André de Lima, que presenciou o momento em que a jovem começou a perder as forças e se afastar da faixa de areia. Em relato emocionante à imprensa, Jonas descreveu a dificuldade do salvamento e o estado crítico em que encontrou a familiar ao retirá-la da água, já com uma das pernas decepada. Um médico que passava pelo local prestou os primeiros socorros fundamentais antes que as equipes do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegassem ao local para realizar a estabilização da jovem e sua subsequente transferência para o Hospital da Restauração.
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O Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit) destacou que a área do incidente não registrava ocorrências desta natureza desde 2013, o que torna o episódio ainda mais alarmante. Apesar da presença de placas de advertência na orla de Boa Viagem, o banho de mar permanece liberado, embora as autoridades recomendem cautela extrema aos banhistas. Entre as principais orientações para prevenir novos incidentes, especialistas reforçam a necessidade de evitar entrar na água durante a maré cheia, especialmente em períodos de lua cheia, não utilizar objetos brilhantes que possam confundir os animais e jamais adentrar ao mar caso apresente qualquer tipo de ferimento.
O caso de Marcela ocorre logo após o ataque sofrido por João Lucas Castor Nemezio Sales, um menino de 11 anos que foi mordido no domingo (31) na Praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes. A criança sofreu ferimentos graves na mão e na coxa, resultando na amputação de parte do membro inferior. O menino permanece internado no Hospital da Restauração em estado grave, porém estável. A série de ataques em sequência gerou uma onda de apreensão entre a população local, reforçando a importância do respeito rigoroso às sinalizações de segurança dispostas ao longo de toda a costa da Região Metropolitana do Recife, visto que a fauna marinha nesta região apresenta riscos reais e constantes para quem ignora os protocolos de prevenção estabelecidos pelos órgãos de monitoramento ambiental.






