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Japão e EUA condenam ações militares da China após incidente com radar próximo a Taiwan

Por Redação Arcoverde Agora
Japão e EUA condenam ações militares da China após incidente com radar próximo a Taiwan

O ministro da Defesa do Japão, Koizumi Shinjiro, conversou por telefone nesta sexta-feira (12) com o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, para discutir as recentes ações militares da China no Leste Asiático, classificadas como “prejudiciais à paz regional”.

A conversa ocorreu uma semana após o episódio em que aeronaves chinesas travaram seus radares contra aviões japoneses nas proximidades de Taiwan, elevando o nível de tensão entre Tóquio e Pequim.


“Expliquei as circunstâncias e nossa resposta ao incidente”, afirmou Koizumi na rede social X. Segundo ele, a China estaria “divulgando informações completamente contrárias aos fatos” e agindo de forma que “não é propícia à paz regional”.


O ministro reforçou ainda que a Aliança Japão-EUA é “a pedra angular da política externa e de segurança japonesa”.

Em comunicado oficial, o Ministério da Defesa japonês informou que Koizumi e Hegseth trocaram opiniões francas sobre o agravamento da segurança no Indo-Pacífico, incluindo o incidente do radar. Ambos manifestaram sérias preocupações com as ações chinesas e concordaram em fortalecer as capacidades de dissuasão e resposta da aliança.

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O escritório de Hegseth confirmou a avaliação e disse que a conversa também tratou de aumentos nos gastos militares do Japão e de iniciativas para ampliar suas capacidades de defesa. O governo japonês prepara uma visita de Koizumi aos Estados Unidos para reuniões presenciais.

Koizumi afirmou que o Japão continuará realizando patrulhas regulares, respondendo com calma a qualquer provocação. Mais tarde, disse a repórteres que Tóquio irá pressionar a China e manter a comunidade internacional informada sobre sua posição.

Radar travado e aumento da tensão

O incidente ocorreu em 6 de dezembro, dias após declarações da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, irritarem Pequim. Na ocasião, caças J-15 do porta-aviões chinês Liaoning travaram o radar duas vezes sobre aeronaves da Força Aérea de Autodefesa Japonesa que operavam próximas a Okinawa.


Foi a primeira vez que um “radar mirado” foi registrado entre aviões japoneses e chineses.

Esse tipo de travamento é normalmente usado como controle de fogo para engajar alvos, o que elevou a preocupação internacional sobre uma possível escalada acidental. O episódio ocorre em meio ao aumento das atividades militares chinesas ao redor de Taiwan, que Pequim considera parte de seu território. Taipei denuncia o movimento como assédio sistemático.

A crise se intensificou após Takaichi afirmar que o Japão poderia intervir militarmente em caso de invasão chinesa à ilha.

Exercícios conjuntos e pressão militar no Pacífico

A tensão aumentou ainda mais nesta terça-feira (9), quando bombardeiros russos Tu-95 realizaram um voo conjunto com aeronaves chinesas H-6 ao redor do Japão. Tóquio enviou caças em resposta.


No dia seguinte, Japão e Estados Unidos conduziram seus próprios exercícios aéreos conjuntos, reforçando a coordenação militar na região.

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